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Friday, June 15, 2018

Antes do futuro / Jay Asher, Carolyn Mackler

Sinopse:

E se em 1996 pudesses ver o teu futuro no Facebook... Mudarias o presente?

Quando Josh instala um CD-ROM que dá acesso a cem horas de internet gratuitas no computador de Emma, sua vizinha e melhor amiga, são ambos transportados para uma estranha página chamada Facebook onde veem versões de si mesmos quinze anos mais velhas. As suas relações, amigos, filhos, carreiras, férias... todas essas informações estão na internet e alteram-se consoante as decisões que eles tomam no dia a dia. À medida que tomam consciência do que a vida lhes reserva no futuro, Josh e Emma são obrigados a confrontar-se com o que estão a fazer certo e errado no presente...

Opinião:

É pena que uma ideia tão boa tenha dado origem a um livro tão banal. Então uma pessoa, em 1996, por alguma anomalia temporal, dá de caras com o facebook, isto é, com uma porta aberta para o futuro, e só se preocupa com quem vai casar? A sério? Já para não falar no muito que poderia ter sido explorado e não foi, como por exemplo, o vício actual de expormos a nossa vida nas redes sociais ou a necessidade de esfregarmos a nossa felicidade em ecrã alheio, mesmo que falsa. 

E onde então as referências pop dos anos 90? Praticamente ausentes!

E que raio de protagonista é a Emma? Não me aqueceu nem um bocadinho o coração. Salvou-se o Josh, a única personagem que apreciei verdadeiramente.

Best seller do NYT não sei como...

Friday, February 2, 2018

O coração de Simon contra o mundo / Becky Albertalli

Sinopse:

Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador.

Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola. 

Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro.

Opinião:

É um livro algo ternurento, mas não percebo o porquê da média acima das 4 estrelas no goodreads. Talvez seja porque não existem assim tantos livros sobre a homossexualidade dentro do género YA. Lê-se bem, mas não achei nada de extraordinário. O facto de ter lido há pouco tempo o "Guarda-me para sempre", que me marcou imenso pela positiva e envolve igualmente duas pessoas que se correspondem por carta e email sem se conhecerem, provavelmente também não ajudou à festa.

Friday, November 24, 2017

Ready player one = Jogador 1 / Ernest Cline

Sinopse:

Em 2044 o mundo tornou-se um lugar triste, devastado por conflitos, escassez de recursos, fome, pobreza e doenças.

Wade Watts só se sente feliz na realidade virtual conhecida como OASIS, onde pode viver, jogar e apaixonar-se sem constrangimentos.

Quando o criador do OASIS morre, deixa a sua imensa fortuna e o controlo da realidade virtual a quem conseguir resolver os enigmas que aí escondeu. Os utilizadores têm apenas como pistas a cultura pop dos anos 1980.

Começa assim uma frenética e perigosa caça ao tesouro. Nos primeiros anos, milhares de jogadores tentam solucionar o enigma inicial sem sucesso. Até que Wade por acaso desvenda a primeira chave.

De um momento para o outro, vê-se numa corrida desesperada para vencer o prémio, uma corrida que rapidamente continua no mundo real e que põe em risco a sua vida.

Opinião:

Embora o futuro distópico esteja bem construído, acho que faltou magia na forma de escrever, pois nunca senti grande emoção à medida que a acção decorria (daí as 3 estrelas em vez das 4 que poderia ter dado). Tendo nascido em 1980, não apanhei todas as referências à década, mas ainda assim, as reconhecidas fizeram-me regressar ao passado e deram-me vontade de rever alguns clássicos. Penso que dará uma belíssima adaptação ao cinema, sobretudo pelas mãos mágicas do Spielberg (todo o enredo é a cara dele)! Aguardo com ansiedade!

Guarda-me para sempre / Brigid Kemmerer

Sinopse:

Juliet ainda não conseguiu aceitar a morte da mãe. Quatro meses depois, continua a escrever-lhe cartas, deixando-as junto à campa, numa tentativa desesperada de manter a mãe viva e bem perto de si.

Declan é o tipo de rapaz que todos temem. Depois de se meter novamente em sarilhos, é obrigado a prestar serviço comunitário no cemitério local. Além da sua má reputação, ele enfrenta também os demónios do passado. Quando Declan lê uma das cartas que Juliet deixou no cemitério, decide também ele escrever-lhe. Nasce assim uma relação magnética e inexplicável. As palavras que trocam por carta, dia após dia, são libertadoras e reconfortantes, e o amor vai nascendo nas entrelinhas do acaso.

Até ao dia em que a vida real ameaça quebrar todo o encanto. Juliet e Declan estão prestes a descobrir coincidências terríveis que os mudarão para sempre.

Opinião:

Adorei verdadeiramente, mas passei alguma vergonha nos transportes públicos, sendo que lacrimejei página sim, página não! A sério, é um livro super emotivo, um romance delicioso que dá também vontade de chorar apenas porque chegou ao fim. Vou já procurar outros livros desta escritora!

P.S.: Só odiei a capa e a tradução do título. A sério, rosa e azul bebé não combinam minimamente com a história, se não tivesse lido a sinopse, jamais pegaria nele!

O diagrama de Zenn / Wendy Brant

Sinopse:

Eva é uma supergeek da matemática e há uma razão para ela preferir os números e as calculadoras ao convívio normal entre jovens. Poucos o sabem, mas basta que Eva toque com as mãos em alguém - ou nas suas coisas - para ter visões que lhe mostram as inseguranças, receios e segredos dessa pessoa. Por isso, ela prefere manter as mãos bem guardadas e ficar na sombra. E tudo parece correr bem!

Quer dizer, tem 17 anos, nunca teve namorado e tem apenas uma amiga, mas não é uma completa aberração! Até que chega o dia em que o charmoso e solitário Zenn Bennett entra na sua vida! É amor ao primeiro toque! No entanto, quando ela mergulha no mundo de Zenn, descobre que afinal as coincidências que os unem são demasiado duras... e poderão separá-los para sempre.

Opinião:

Achei este romance uma fofura! Primeiro: é impossível não sentir uma ternura enorme pelas duas personagens principais. Segundo: a história tem um twist que, pelo menos para mim, foi inesperado. Só achei que, nos primeiros capítulos, a autora mastigou em demasia os fractais da Eva. Felizmente, ultrapassada essa fase, nunca mais senti uma ponta de aborrecimento. Gostei bastante!

Lady Midnight / Cassandra Clare

Sinopse:

Paixão, determinação e criaturas diabólicas, nesta nova e tão aguardada trilogia de Cassandra Clare. 

Os Caçadores de Sombras de Los Angeles voltam com novas aventuras.

Passaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção. Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.

Opinião:

Não achei nada de especial, talvez por só agora ter chegado ao mundo dos caçadores de sombras. De qualquer forma, também confesso que a escrita da autora não me agradou por aí além...











... e que raio de ideia foi aquela do Julian entalar o Anselm Nightshade? Pareceu-me cruel, estúpido e despropositado. Já para não falar na proposta que a Emma faz ao Mark no final do livro, tipo, a sério? Bah... Ainda assim, tendo sentido a angustia de duas pessoas que se amam sem poderem revelar esse mesmo amor, acho que vale as 3 estrelas.

Thursday, July 27, 2017

After / Anna Todd

Depois de ver imensas adolescente aos pulinhos com esta saga, não podia deixar de dar uma espreitadela. À primeira vista, parece a típica história do "bad boy" que se cruza no caminho da rapariga virgem e bem comportada, mas no fundo, é sobre como o amor nos pode mudar para melhor, por mais desgraçada ou doentia que tenha sido a nossa vida e, consequentemente, por mais cínicos e sacanas em que nos tenhamos transformado. Acho que tem demasiadas cenas sexuais (o que explicará a parte dos pulinhos)

ALERTA SPOILERS!!!

e não sei se, à beira dos 40, estou capaz de acreditar que uma pessoa possa mesmo mudar assim tanto por amor, transformando uma relação inicialmente abusiva numa relação ao estilo alma gémea, mas pronto, a verdade é que a autora fez-me ler os 5 livros, pelo que merece algum crédito por isso. 3 estrelas e não se fala mais nisso!

Thursday, October 27, 2016

Harry Potter and the cursed child: parts 1 and 2 / J. K. Rowling, John Tiffany, Jack Thorne

Sinopse:

"It was always difficult being Harry Potter and it isn’t much easier now that he is an overworked employee of the Ministry of Magic, a husband and father of three school-age children.

While Harry grapples with a past that refuses to stay where it belongs, his youngest son Albus must struggle with the weight of a family legacy he never wanted. As past and present fuse ominously, both father and son learn the uncomfortable truth: sometimes, darkness comes from unexpected places".

Opinião:

Apesar da minha conhecida paixão pelo universo Harry Potter, parti para esta leitura sem grandes expectativas, não só por se tratar do guião de uma peça de teatro, mas também por ter encontrado inúmeras críticas que prometiam um verdadeiro desastre.

Para tirar teimas, não há como "ler" com os próprios olhos. E tenho a dizer que... foi maravilhoso regressar a este mundo de magia! É claro que não senti a mesma emoção quando li os primeiros 7, sendo a forma pouco propícia a isso - fica a faltar o trabalho dos actores! No entanto, senti um carinho enorme ao redescobrir os locais e as personagens que ficarão para sempre no meu imaginário. Há quem defenda que o guião deveria ser adaptado a romance, mas não poderia discordar mais! Esta foi uma forma genial de celebrar a saga sem mexer no que ficou feito e concluído. Clever girl, J. K.!



Não leva as 5 estrelas porque as viagens no tempo irritam-me tanto quanto me fascinam. Sinto sempre que há falhas nisto de ir e vir. Por exemplo, se o Albus e o Scorpius continuam com as mesmas memórias quando regressam da primeira viagem temporal, isso significa que não são afectados pelas alterações que as suas acções causaram no passado. No entanto, na segunda viagem, o Albus não regressa porque nunca chegou a nascer... enfim, incoerências que me provocam alguns nervos.

Gostei da temática pai/filho desentendidos (sempre actual); da amizade pura nascida entre filhos de dois super rivais; da chamada de atenção para a importância de aceitar as coisas más da vida, devendo o passado ficar onde pertence. E depois, a lagrimita no canto do olho ao reencontrar o meu querido Snape.

O pior é que agora já só consigo pensar em dar um pulo a Londres para ver a peça. Vou já começar a fazer um pé de meia!

Friday, October 7, 2016

O lar da senhora Peregrine para crianças peculiares / Ransom Riggs

Sinopse: 

Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares. Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde encontra as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tivessem sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas… 

Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.

Opinião:

Já andava a namorar este livro há uns meses só pelo aspecto gráfico, que é absolutamente fabuloso. Porém, terminada a leitura, custa-me dar-lhe uma avaliação concreta. Porque, se por um lado, nunca me senti absolutamente mergulhada na história, o que é sempre trágico tratando-se de fantasia, por outro, agradou-me a sua originalidade e o casamento perfeito das fotografias vintage com o enredo. Ou seja, senti que as ideias eram matéria prima da boa, mas que a forma de escrever do autor não esteve à altura. Não me entendam mal: achei o livro engraçado, mas não consigo parar de imaginar o que teria sido nas mãos de um Ruiz Carlos Zafón.

Além disso, houve uma coisa que me fez um pouco de confusão: estava à espera de encontrar crianças na ilha quando na volta já eram adolescentes. Fiquei sempre com essa ideia, e por isso, incomodaram-me os beijos trocados entre o Jacob e a Emma.

Assim sendo, suponho que poderei colocar o livro algures entre as 3 e as 4 estrelas, numa espécie de vórtice 3,5.   :D

Curiosidade:

No site, o autor confessa que adora coleccionar fotografias antigas, ou não fossem elas o ponto de partida desta história! Sim, todas as fotos usadas no livro são verdadeiras, "emprestadas dos arquivos pessoais de dez colecionadores, pessoas que durante incontáveis horas ao longo de anos reviraram montes desordenados de fotografias instantâneas em feiras da ladra, antiquários e vendas de garagem até encontrarem um pequeno número de reproduções invulgares". Podem espreitar algumas (não publicadas) aqui. Eu roubei as minhas favoritas, e agora não consigo deixar de pensar se um dia, daqui a muitos, muitos anos, alguma fotografia minha não poderá inspirar um romance!  :)






Agora é marchar para o cinema e ver o filme, que já se sabe, tudo o que tem o dedo do Tim Burton, só pode ser bom. Até estou à espera de gostar muito mais do filme do que do livro, coisa raríssima. Mas depois direi de minha justiça!

Friday, September 23, 2016

Shiver: um amor impossível / Maggie Stiefvater

Sinopse: "Sam e Grace são dois adolescentes que vivem um amor sublime e aparentemente impossível. Todos os anos, quando chega a Primavera, Sam, abandona a sua vida de lobisomem e recupera a forma humana, aproximando-se de Grace, mas sempre que regressa o Inverno, vê-se obrigado a voltar à floresta e a viver com a sua alcateia. Quando olha pela janela de sua casa, na orla da floresta, Grace repara sempre num lobo que a fita com os seus misteriosos olhos amarelos e sabe que é ele, Sam, o seu salvador. E Sam observa a sua amada de longe, ansiando pelo retorno da Primavera. Conseguirá o seu amor, cada vez mais intenso, vencer os muitos obstáculos que ameaçam separá-los para sempre? Uma história cheia de aventuras e descobertas, mágica, original, que desafia a mente e enternece o coração".

Opinião:

As primeiras páginas pareceram-me bem, pois achei aconchegante e ligeiramente poética a forma de escrever da autora. Porém, à medida que a história foi avançando, o meu interesse diminuiu. É fantasia ao estilo "mais do mesmo", em nada original, e pior, com semelhanças escandalosas à série Twilight. Ou seja, não apreciei, mas como tenho à mão os restantes volumes e não gosto de deixar nada a meio, vou arriscar o segundo. Para acabar, só queria mesmo dizer que acho irreal que uma adolescente esconda o namorado no quarto sem os pais darem por nada. Porque podem ser distraídos e um pouco desligados da realidade, mas não são estúpidos. Ah, e também não encaixei bem os poemas do Sam (confesso que, a partir de certa altura, li todos na diagonal). E é isto. Não acredito que a coisa se componha, mas pronto, siga o próximo!

Friday, September 9, 2016

A escolha / Kiera Cass

Sinopse:

Entre o passado e o futuro apenas o coração pode escolher.

Chegou a altura de coroar a vencedora. Quando foi escolhida para competir na Seleção, America nunca imaginou chegar perto da coroa – ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que o fim da competição se aproxima e as ameaças fora dos muros do palácio se tornam mais cruéis, America descobre o quanto tem a perder – e o quanto terá de lutar pelo futuro que deseja. 

35 candidatas entraram na seleção. Só uma será a Princesa.

Opinião:

Mais uma leitura "meh". Depois de mastigar a história, uma pessoa vê o final chegar tão à bruta que até parece que apontaram uma arma à autora para forçar o desfecho. O próximo volume conta a história da filha da America, que mais não é do que uma nova selecção com troca de géneros (lame!). Vontade de ler: zero! Adeusinho e até nunca, reino de Illéa!

Friday, August 19, 2016

A elite / Kiera Cass

Sinopse:

"A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.

America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer".

Opinião:

A certa altura, comecei a ficar farta das personagens principais, principalmente da heroína. "Ai, quero o príncipe. Ai, espera, não, agora quero o Aspen. Não, não, desculpem lá, mas afinal quero o príncipe, outra vez". Nervos, pá! Este triângulo amoroso irrita-me porque não bate certo com a identidade da America. 


Se é tão pela justiça e pelo respeito, não compreendo como pode andar a beijar o Aspen pelos corredores mantendo o príncipe na total ignorância. E de facto, as duas estrelas devem-se sobretudo aos encontros secretos entre a America e o Aspen, mesmo depois do que aconteceu à Marlee. Mas que dois estúpidos, não? Bah, não é normal um romance de cordel chatear-me tanto. Deve ser porque são sempre curtinhos, mas como não é este o caso... estive mesmo para desistir de seguir para o terceiro, mas pronto, como há na biblioteca e não tenho de gastar um tostão, vamos a ele, só para ver onde é que isto vai dar! :D

Sunday, August 14, 2016

A seleção / Kiera Cass

Sinopse:

"Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida.

É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.

No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.

Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou".

Opinião:

Senti-me outra vez como se tivesse 13 anos. E porquê? Porque foi com essa idade que li uma catrefada de romances da Harlequin! Pois é, esta selecção pareceu-me mesmo um desses romances de cordel, apenas mais extenso. Diz que é uma distopia, porém, apresenta-nos um mundo tão mal imaginado que não vi vislumbre dela! Fica, portanto, indexado como "Literatura de Verão para gajas".

Resta-me apenas dizer que estou a torcer pelo príncipe. Siga o próximo!

Friday, August 5, 2016

Light / Michael Grant


Sinopse:

"In the time since every person over the age of fourteen disappeared from the town of Perdido Beach, California, countless battles have been fought: battles against hunger and lies and plague, and epic battles of good against evil. Light, Michael Grant's sixth and final book in the New York Times bestselling Gone series creates a masterful, arresting conclusion to life in the FAYZ.

And now, the gaiaphage has been reborn as Diana's malicious mutant daughter, Gaia. Gaia is endlessly hungry for destruction. She yearns to conquer her nemesis, Little Pete, and then bend the entire world to her warped will. As long-standing enemies become allies, secrets are revealed and unexpected sacrifices are made. Will their attempts to save themselves and one another matter in the end, or will the kids of Perdido Beach perish in this final power struggle?".

Opinião:

Ora aqui está uma saga que, certamente, deixará saudades!

Gostaria de partilhar algumas considerações com spoilers à mistura. Portanto, se não querem ser apanhados à traição, não leiam o que vem a seguir:



Senhores, que espectáculo! No entanto, lamentável e incompreensivelmente, de um total de 6 livros, apenas os 3 primeiros volumes foram traduzidos para português pela Planeta editora. Não sei o porquê da descontinuidade desta maravilha, tenho os 3 exemplares na biblioteca onde trabalho e nunca ficam muito tempo na estante.

Assim que iniciei esta leitura, lembrei-me quase de imediato da série de televisão "Lost", que acompanhei com um entusiasmo gigante. Vejamos: a acção desenvolve-se num ritmo frenético, tem resmas de fantasia recheada de pormenores científicos e todas as personagens acabam por ser importantes no desenrolar da história! E este último facto é tão verdade que a relação amorosa entre o Sam e a Astrid, tão criticada por quem leu a série por ser meio enjoadita e sem chama, não me chateou nada. Há tantas outras coisas boas a acontecer a toda a hora, que não faz diferença que aquele amor seja um amor chocho.

Curiosamente, o autor, que mantém a sua página no goodreads bastante activa, acabou por confessar, em resposta à questão de um leitor, que se tinha inspirado na série Lost, no livro do escritor Stephen King "The Stand" (que eu penso ter sido traduzido para português com o título "A dança da morte", e ainda não tive o prazer de ler) e nos filmes da Disney. Esta última fonte de inspiração parece destoar, porém, lembrem-se que muitas das personagens Disney são órfãs! Michael Grant dá como exemplos o Aladim (órfão de pai e mãe), bem como a Jasmine, a Pequena Sereia e o Nemo, que perderam as respectivas mães. O autor refere ainda a morte da mulher do velhote do filme Up e o facto da mãe do Bambi ter morrido com um tiro. E acaba por brincar, dizendo que ele foi muito mais radical, eliminando não apenas os pais de um ou outro protagonista, mas os de todos de uma vez só!

Este é um dos factos que torna a leitura quase aflitiva. Imaginem o caos que o desaparecimento de todas as pessoas com mais de 15 anos poderia causar. O que mais me arrepiou foram os bebés, obviamente incapazes de sobreviver sem ajuda. Se eu já era moça para me sensibilizar com isto antes de ser mãe, agora que tenho um rapazito com 2 anos, ainda mais aflição senti. Uma das cenas que mais me fez impressão foi quando encontraram o corpo de um bebé já em decomposição numa das muitas casas abandonadas. Caramba, que este autor sabe ser mesmo macabro!

Quanto às personagens, não tenho favoritas, pois no decorrer da história vamo-nos afeiçoando a muitas delas. O problema é quando o autor lhes dá chá de sumiço! No quarto volume, tive imensa pena de ver a Orsay morrer, uma vez que tinha um potencial enorme! De qualquer forma, foi a chave que abriu a porta para lá da imensa bolha que cobre Perdido Beach. No final do quarto volume, desejei ardentemente que as visões que ela tinha do outro lado não fossem inteiramente obra da sombra, o que acabou por confirmar-se. Nunca vou esquecer o momento em que o Pete pequenino entra em choque, fazendo por momentos cair o véu, revelando toda uma parafernália militar oculta pela barreira. Aquela imagem ganhou de tal forma vida na minha cabeça, que foi quase como se estivesse mesmo lá.

As primeiras notícias do exterior são arrepiantes, como seria de esperar. Fiquei tristíssima com o destino do Francis e da mamã Mary. Esta última então, não merecia de todo, uma vez que cuidou generosamente das crianças na creche. Tal responsabilidade fazia merecer melhor sorte! Assim como o doce Hunter, que teve a morte mais horrível ao ser lentamente devorado por parasitas. Já para não falar na morte de personagens tão queridas como a Brisa e a Dahra, ainda por cima na recta final! Ao pé deste autor, a J. K. Rowling é uma menina de coro (sim, eu sei que muito pior é o senhor Martin, da Guerra dos Tronos, mas como eu ainda não toquei na saga, esqueçam lá isso agora).

Ainda relativamente às personagens, especialmente às que desenvolveram poderes extraordinários, tenho especial inveja da Lana. Se me dessem a escolher um poder de entre os vários que surgiram nos miúdos da zona radioactiva juvenil, eu nem pensava duas vezes! E o facto é que, por ter o poder da cura, a Lana tornou-se na pessoa mais respeitada da ZRJ. A parte de ter permanentemente a influência da sombra sobre si é que eu já dispensava. E por falar em sombra (uma forma de vida extraterrestre que chegou à boleia do cometa que, há 13 anos, atingiu a fábrica nuclear da pequena cidade), fiquei super feliz por ser credível. É que precisamente por toda esta história ter um cheirinho a Perdidos, a certa altura receei que pudesse igualmente ter um final cheio de pontas soltas (minha gente, até hoje não me recuperei daquele final que resolveu coisa nenhuma). Porém, felizmente, tal não se verificou.

Gostei da redenção de algumas personagens. A Diana conquistou-me aos poucos, causando-me por fim uma imensa compaixão ao perder a sua recém-nascida para o gaiófago. Também Orc e o seu amigo Howard fizeram esquecer os males do passado, embora não tenha sido o suficiente para livrá-los de um final triste. Até o próprio Caine acabou por merecer a minha vá, meia simpatia. A verdade é que por fim, fiquei apenas a odiar o Gaiófago (encarnado na bebé de Diana e de Caine) e o Drake, representantes do mal absoluto.

Sensibilizou-me a comoção de pais e filhos quando a barreira ficou transparente, porém ainda intransponível, assim como a batalha ocorrida no lago. E depois, a queda definitiva da barreira, com toda a confusão causada nesse mesmo momento com a morte de pais e filhos, seguida da reunião das famílias que, apesar de unidas novamente, ficaram para sempre marcadas.

Conclusão: desde os tempos do Harry Potter que não me sentia tão entusiasmada. Tiro o chapéu a Michael Grant: escrever seis mega livros com uma história tão espectacular que, ainda por cima, ao contrário do argumento da série Lost, não deixa pontas soltas, não é para todos!

Porém, como nos diz Michael Grant nos agradecimentos, “You are now free to leave the FAYZ”, que é como quem diz, chegou a hora de dizer adeus.

Não tenho grande vontade, mas pronto, lá terá de ser! Resta-me descobrir a restante obra deste autor que, cheira-me, não voltarei a perder de vista!

Thursday, August 4, 2016

Plague ; Fear / Michael Grant


Plague, sinopse:

It's been eight months since all the adults disappeared. GONE.

They've survived hunger. They've survived lies. But the stakes keep rising, and the dystopian horror keeps building. Yet despite the simmering unrest left behind by so many battles, power struggles, and angry divides, there is a momentary calm in Perdido Beach.

But enemies in the FAYZ don't just fade away, and in the quiet, deadly things are stirring, mutating, and finding their way free. The Darkness has found its way into the mind of its Nemesis at last and is controlling it through a haze of delirium and confusion. A highly contagious, fatal illness spreads at an alarming rate. Sinister, predatory insects terrorize Perdido Beach. And Sam, Astrid, Diana, and Caine are plagued by a growing doubt that they'll escape - or even survive - life in the FAYZ. With so much turmoil surrounding them, what desperate choices will they make when it comes to saving themselves and those they love?

Plague, Michael Grant's fourth book in the bestselling Gone series, will satisfy dystopian fans of all ages.

Fear, sinopse:

It's been one year since all the adults disappeared. Gone.

Despite the hunger and the lies, even despite the plague, the kids of Perdido Beach are determined to survive. Creeping into the tenuous new world they've built, though, is perhaps the worst incarnation yet of the enemy known as the Darkness: fear.

Within the FAYZ, life breaks down while the Darkness takes over, literally—turning the dome-world of the FAYZ entirely black. In darkness, the worst fears of all emerge, and the cruelest of intentions are carried out. But even in their darkest moments, the inhabitants of the FAYZ maintain a will to survive and a desire to take care of the others in their ravaged band that endures, no matter what the cost.

Fear, Michael Grant's fifth book in the bestselling dystopian Gone series, will thrill readers . . . even as it terrifies them. 

Opinião:

O ritmo frenético, o macabro e a emoção continuam, agora com lágrimas à mistura. 4º e 5º volumes aprovadíssimos, isto é, 5 estrelas!

Siga o 6º e último livro. Ai, que o meu coração não aguenta!

Wednesday, May 4, 2016

Mentiras / Michael Grant

Sinopse:

Decorreram sete meses desde o desaparecimento de todos os adultos. Tudo acontece numa noite.

Uma rapariga que tinha morrido circula agora entre os vivos. Zil e o Bando dos Humanos incendeiam Perdido Beach; entre o fumo e as chamas, Sam entrevê a silhueta da pessoa que mais teme: Drake. Mas Drake morreu. Sam e Caine venceram-no, assim como à Sombra. Pelo menos assim pensavam.

Enquanto Perdido Beach arde, a batalha também está acesa: Astrid contra o conselho municipal; o Bando dos Humanos contra os mutantes; e Sam contra Drake, regressado do reino dos mortos e desejoso de acabar com aquilo que ele e Sam deixaram por concluir. Entretanto, e à semelhança do próprio fogo, há boatos que alastram, espalhados pela Profetisa, Orsay, e pela sua companheira, Nerezza.

As condições são piores do que nunca, e os jovens estão desesperados por sair. mas estarão suficientemente desesperados para acreditarem que a morte os poderá libertar?

Opinião:

Até me ia dando o badagaio nos transportes públicos, de tão boa que é a história, catano! Uma pessoa entra de tal forma no enredo, que se desliga de tudo o que está à volta. Chegada aqui, já não posso ficar pelas 4 estrelas! O Michael Grant acaba de transforma-se num dos meus autores favoritos!

5 estrelas e venham os próximos, que devem chegar ainda esta semana via Wook! Yaaaaay!

Saturday, April 23, 2016

Fome / Michael Grant

Sinopse:

Todos têm fome, mas ninguém se dispõe a encontrar uma solução. E a cada dia que passa são mais os jovens que sofrem mutações e adquirem capacidades sobrenaturais, que os distinguem dos que não têm esse género de poderes. A tensão cresce e o caos reina na cidade. São os «normais» contra os mutantes. Cada um, luta por si, e até os melhores são capazes de matar. Mas avista-se um problema ainda maior. A Sombra, uma criatura sinistra que vive soterrada no coração das montanhas, começa a chamar alguns dos adolescentes da ZRJ. A chamá-los, a guiá-los, a manipulá-los. A Sombra despertou. E tem fome. 

Opinião:

O segundo volume da série "Desaparecidos" não me desapontou! A acção continua a decorrer a um ritmo frenético, e por isso não houve um único momento em que me sentisse aborrecida. É como se estivesse a ver uma série de televisão ao estilo"Lost", consigo mesmo visualizar tudo na minha cabeça como se olhasse para um ecrã.

Continuaram também os arrepios pela situação vivida na Zona Radioactiva Juvenil, onde a fome aperta e todos começam a ficar desesperados. Porque já se sabe, casa onde não há pão...

Curiosamente, e porque muitas vezes, com a pressa, tive de me meter no autocarro sem tomar o pequeno almoço, o roncar do meu estômago esteve em sintonia com a história :D

Muito bom! Segue o terceiro volume, o último publicado em português. Os restantes 3, em edição inglesa, já vêm a caminho através da Wook. 

Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Friday, April 1, 2016

Desaparecidos / Michael Grant

Sinopse:

Tudo começa dentro de uma sala de aula quando, num piscar de olhos, o professor desaparece. Alarmados, os alunos saem da aula em busca do professor. É então que começam a perceber que todos os adultos desapareceram.

Desaparecidos, do escritor norte-americano Michael Grant, é um livro inquietante sobre um mundo em que não há adultos e onde a tecnologia não funciona. A fazer lembrar Harry Potter, Stars Wars e o Senhor dos Anéis, Grant estreia-se de forma auspiciosa no nosso país. São mais de 400 páginas de pura emoção e muita expectativa que se lêem num ápice. Num mundo tão diferente daquele em que vivemos, sem muitas das comodidades que deixámos de valorizar pelo facto de não conseguirmos imaginar a vida antes delas, Desaparecidos é um livro perturbante, emocionante e, acima de tudo, muito original.

Opinião:

Este é daqueles livros que valem não exactamente pela forma como são escritos, mas por contarem uma boa história. Ao longo das 455 páginas, nunca deixei de estar em pulgas, e muitas vezes fiquei arrepiada com os acontecimentos mais macabros, sobretudo porque sinto que era completamente provável que as pessoas se comportassem daquela maneira perante tal situação. Parece-me que o autor tem um conhecimento profundo da natureza humana, residindo aí o sucesso do livro. Gostei da forma como, nesta situação de perigo e incerteza, vão surgindo os heróis, os vilões, os rufias e os cobardes. Adorei!

A parte boa é que a biblioteca onde trabalho tem o 2º e o 3º volume. A parte má é que os seguintes 3 volumes não estão publicados em português (lá terei de encomendar os exemplares em inglês na Fnac!).

5 estrelas! E sigo já para o segundo volume!


Saturday, March 5, 2016

Desejos realizados / Nikki Loftin

Sinopse: 

"Peter Stone é um tímido rapaz de doze anos com uma família barulhenta que não compreende o seu isolamento. Recém-chegado à região montanhosa do Texas encontra um vale tranquilo onde conhece a extrovertida Annie Blythe. Peter descobre que Annie, a rapariga que pede desejos, tem uma doença grave e fica surpreendido com a sua força de viver. Ambos decidem fugir para o vale, pois acreditam que a magia que o envolve irá realizar os seus desejos. No entanto, depressa percebem que a verdadeira magia reside na amizade genuína".

Opinião: 

Para mim, esta foi sobretudo uma leitura contemplativa. Embora nunca tenha sofrido bullying (felizmente!), identifiquei-me muito com a personagem principal, Peter Stone, no sentido de ser uma alma dada ao silêncio. Nem sempre sou assim, como é óbvio. Isto até pode soar estranho a quem me conhece, mas a verdade é que, apesar de não ter grandes problemas de comunicação com os outros, não tenho muitas amizades profundas, pois nunca conheci a necessidade de partilhar problemas ou sentimentos. Guardo e resolvo o que tenho por resolver cá dentro, sem amarguras ou depressão, às vezes apenas com alguma tristeza, claro. A maioria das pessoas são muito dadas a opiniões e a ouvir pouco. A sério, cada vez conheço menos pessoas que saibam ouvir, está tudo sempre mais interessado em falar sem dar oportunidade ao outro. Além disso, gosto de ter o meu canto sem grandes invasões. Sofro horrores sempre que me aparece alguma pessoa cá em casa sem que tenha sido convidada (imaginem o pós-parto, com gente que nem conhecia a querer ver o bebé. Acho que fiquei com um trauma para a vida!).

Uma das melhores coisas do livro é a maneira como as personagens se relacionam com a natureza, que as protege ou afasta, consoante as intenções em questão, numa espécie de realismo mágico que, de facto, me envolveu. No entanto, a certa altura, achei que estava a tornar-se um bocado chato, numa leitura mais perto das 3 estrelas. Porém, na recta final, há uma espécie de explosão de sentimentos que me tocou até à lagrimita (sou uma mariquinhas incurável). É também um livro indicado para pais que gostariam que os filhos fossem diferentes. Além disso, aborda também a questão das crianças com cancro, histórias que nos ficam sempre um bocadinho no coração.

Seguem, por isso, as 4 estrelas. E a vontade de ler outros títulos da autora!

Thursday, February 4, 2016

A cada dia / David Levithan

Sinopse:

A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga.

A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:

Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.

Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.

Opinião:

O livro é original e, apesar das muitas vidas que ficamos a conhecer a cada corpo, o fio condutor que é a própria personagem principal nunca deixa o leitor perder o interesse, tarefa de louvar numa obra que acaba por ser uma espécie de miscelânea de contos sobre histórias de vida.

O ritmo da escrita é algo apressado, com muitas frases curtas, o que faz sentido por estar sobretudo alicerçado nos pensamentos do protagonista. No fundo, é uma história sobre a essência do amor, independentemente do corpo e, nesse sentido, acaba por ser também uma reflexão sobre a homossexualidade.

Gostei, mas não leva as 4 estrelas por conta do final, que me pareceu um tanto chocho.