Friday, August 5, 2016

Light / Michael Grant


Sinopse:

"In the time since every person over the age of fourteen disappeared from the town of Perdido Beach, California, countless battles have been fought: battles against hunger and lies and plague, and epic battles of good against evil. Light, Michael Grant's sixth and final book in the New York Times bestselling Gone series creates a masterful, arresting conclusion to life in the FAYZ.

And now, the gaiaphage has been reborn as Diana's malicious mutant daughter, Gaia. Gaia is endlessly hungry for destruction. She yearns to conquer her nemesis, Little Pete, and then bend the entire world to her warped will. As long-standing enemies become allies, secrets are revealed and unexpected sacrifices are made. Will their attempts to save themselves and one another matter in the end, or will the kids of Perdido Beach perish in this final power struggle?".

Opinião:

Ora aqui está uma saga que, certamente, deixará saudades!

Gostaria de partilhar algumas considerações com spoilers à mistura. Portanto, se não querem ser apanhados à traição, não leiam o que vem a seguir:



Senhores, que espectáculo! No entanto, lamentável e incompreensivelmente, de um total de 6 livros, apenas os 3 primeiros volumes foram traduzidos para português pela Planeta editora. Não sei o porquê da descontinuidade desta maravilha, tenho os 3 exemplares na biblioteca onde trabalho e nunca ficam muito tempo na estante.

Assim que iniciei esta leitura, lembrei-me quase de imediato da série de televisão "Lost", que acompanhei com um entusiasmo gigante. Vejamos: a acção desenvolve-se num ritmo frenético, tem resmas de fantasia recheada de pormenores científicos e todas as personagens acabam por ser importantes no desenrolar da história! E este último facto é tão verdade que a relação amorosa entre o Sam e a Astrid, tão criticada por quem leu a série por ser meio enjoadita e sem chama, não me chateou nada. Há tantas outras coisas boas a acontecer a toda a hora, que não faz diferença que aquele amor seja um amor chocho.

Curiosamente, o autor, que mantém a sua página no goodreads bastante activa, acabou por confessar, em resposta à questão de um leitor, que se tinha inspirado na série Lost, no livro do escritor Stephen King "The Stand" (que eu penso ter sido traduzido para português com o título "A dança da morte", e ainda não tive o prazer de ler) e nos filmes da Disney. Esta última fonte de inspiração parece destoar, porém, lembrem-se que muitas das personagens Disney são órfãs! Michael Grant dá como exemplos o Aladim (órfão de pai e mãe), bem como a Jasmine, a Pequena Sereia e o Nemo, que perderam as respectivas mães. O autor refere ainda a morte da mulher do velhote do filme Up e o facto da mãe do Bambi ter morrido com um tiro. E acaba por brincar, dizendo que ele foi muito mais radical, eliminando não apenas os pais de um ou outro protagonista, mas os de todos de uma vez só!

Este é um dos factos que torna a leitura quase aflitiva. Imaginem o caos que o desaparecimento de todas as pessoas com mais de 15 anos poderia causar. O que mais me arrepiou foram os bebés, obviamente incapazes de sobreviver sem ajuda. Se eu já era moça para me sensibilizar com isto antes de ser mãe, agora que tenho um rapazito com 2 anos, ainda mais aflição senti. Uma das cenas que mais me fez impressão foi quando encontraram o corpo de um bebé já em decomposição numa das muitas casas abandonadas. Caramba, que este autor sabe ser mesmo macabro!

Quanto às personagens, não tenho favoritas, pois no decorrer da história vamo-nos afeiçoando a muitas delas. O problema é quando o autor lhes dá chá de sumiço! No quarto volume, tive imensa pena de ver a Orsay morrer, uma vez que tinha um potencial enorme! De qualquer forma, foi a chave que abriu a porta para lá da imensa bolha que cobre Perdido Beach. No final do quarto volume, desejei ardentemente que as visões que ela tinha do outro lado não fossem inteiramente obra da sombra, o que acabou por confirmar-se. Nunca vou esquecer o momento em que o Pete pequenino entra em choque, fazendo por momentos cair o véu, revelando toda uma parafernália militar oculta pela barreira. Aquela imagem ganhou de tal forma vida na minha cabeça, que foi quase como se estivesse mesmo lá.

As primeiras notícias do exterior são arrepiantes, como seria de esperar. Fiquei tristíssima com o destino do Francis e da mamã Mary. Esta última então, não merecia de todo, uma vez que cuidou generosamente das crianças na creche. Tal responsabilidade fazia merecer melhor sorte! Assim como o doce Hunter, que teve a morte mais horrível ao ser lentamente devorado por parasitas. Já para não falar na morte de personagens tão queridas como a Brisa e a Dahra, ainda por cima na recta final! Ao pé deste autor, a J. K. Rowling é uma menina de coro (sim, eu sei que muito pior é o senhor Martin, da Guerra dos Tronos, mas como eu ainda não toquei na saga, esqueçam lá isso agora).

Ainda relativamente às personagens, especialmente às que desenvolveram poderes extraordinários, tenho especial inveja da Lana. Se me dessem a escolher um poder de entre os vários que surgiram nos miúdos da zona radioactiva juvenil, eu nem pensava duas vezes! E o facto é que, por ter o poder da cura, a Lana tornou-se na pessoa mais respeitada da ZRJ. A parte de ter permanentemente a influência da sombra sobre si é que eu já dispensava. E por falar em sombra (uma forma de vida extraterrestre que chegou à boleia do cometa que, há 13 anos, atingiu a fábrica nuclear da pequena cidade), fiquei super feliz por ser credível. É que precisamente por toda esta história ter um cheirinho a Perdidos, a certa altura receei que pudesse igualmente ter um final cheio de pontas soltas (minha gente, até hoje não me recuperei daquele final que resolveu coisa nenhuma). Porém, felizmente, tal não se verificou.

Gostei da redenção de algumas personagens. A Diana conquistou-me aos poucos, causando-me por fim uma imensa compaixão ao perder a sua recém-nascida para o gaiófago. Também Orc e o seu amigo Howard fizeram esquecer os males do passado, embora não tenha sido o suficiente para livrá-los de um final triste. Até o próprio Caine acabou por merecer a minha vá, meia simpatia. A verdade é que por fim, fiquei apenas a odiar o Gaiófago (encarnado na bebé de Diana e de Caine) e o Drake, representantes do mal absoluto.

Sensibilizou-me a comoção de pais e filhos quando a barreira ficou transparente, porém ainda intransponível, assim como a batalha ocorrida no lago. E depois, a queda definitiva da barreira, com toda a confusão causada nesse mesmo momento com a morte de pais e filhos, seguida da reunião das famílias que, apesar de unidas novamente, ficaram para sempre marcadas.

Conclusão: desde os tempos do Harry Potter que não me sentia tão entusiasmada. Tiro o chapéu a Michael Grant: escrever seis mega livros com uma história tão espectacular que, ainda por cima, ao contrário do argumento da série Lost, não deixa pontas soltas, não é para todos!

Porém, como nos diz Michael Grant nos agradecimentos, “You are now free to leave the FAYZ”, que é como quem diz, chegou a hora de dizer adeus.

Não tenho grande vontade, mas pronto, lá terá de ser! Resta-me descobrir a restante obra deste autor que, cheira-me, não voltarei a perder de vista!

Thursday, August 4, 2016

Plague ; Fear / Michael Grant


Plague, sinopse:

It's been eight months since all the adults disappeared. GONE.

They've survived hunger. They've survived lies. But the stakes keep rising, and the dystopian horror keeps building. Yet despite the simmering unrest left behind by so many battles, power struggles, and angry divides, there is a momentary calm in Perdido Beach.

But enemies in the FAYZ don't just fade away, and in the quiet, deadly things are stirring, mutating, and finding their way free. The Darkness has found its way into the mind of its Nemesis at last and is controlling it through a haze of delirium and confusion. A highly contagious, fatal illness spreads at an alarming rate. Sinister, predatory insects terrorize Perdido Beach. And Sam, Astrid, Diana, and Caine are plagued by a growing doubt that they'll escape - or even survive - life in the FAYZ. With so much turmoil surrounding them, what desperate choices will they make when it comes to saving themselves and those they love?

Plague, Michael Grant's fourth book in the bestselling Gone series, will satisfy dystopian fans of all ages.

Fear, sinopse:

It's been one year since all the adults disappeared. Gone.

Despite the hunger and the lies, even despite the plague, the kids of Perdido Beach are determined to survive. Creeping into the tenuous new world they've built, though, is perhaps the worst incarnation yet of the enemy known as the Darkness: fear.

Within the FAYZ, life breaks down while the Darkness takes over, literally—turning the dome-world of the FAYZ entirely black. In darkness, the worst fears of all emerge, and the cruelest of intentions are carried out. But even in their darkest moments, the inhabitants of the FAYZ maintain a will to survive and a desire to take care of the others in their ravaged band that endures, no matter what the cost.

Fear, Michael Grant's fifth book in the bestselling dystopian Gone series, will thrill readers . . . even as it terrifies them. 

Opinião:

O ritmo frenético, o macabro e a emoção continuam, agora com lágrimas à mistura. 4º e 5º volumes aprovadíssimos, isto é, 5 estrelas!

Siga o 6º e último livro. Ai, que o meu coração não aguenta!

Tuesday, August 2, 2016

Accio novo Potter!

Ontem ia morrendo quando a funcionária da Fnac me disse que todos os exemplares do novo Harry Potter já tinham voado.

A sério? Ainda o primeiro dia de vendas ia a meio e já estava esgotado? Para mais, a Fnac de Alfragide fecha às 23h, pelo que, efectivamente, não vendeu um único livro na noite anterior! Encomendaram o quê? Meia dúzia?

E pior: "Não sabemos quando virão mais".

Aaaarrrrgggggggggghhhhh!

E viva a Wook. Diz que daqui a 10 dias, tenho um exemplar nas mãos!

;)


Wednesday, July 6, 2016

Rapidinha #1

As pessoas que atacam o "Bom dia!" com o ralhete "Bom dia não, boa tarde!", deviam ser fuziladas.

Thursday, June 23, 2016

As ideias da Bia

A equipa de animação da biblioteca pediu-me que desenhasse algumas ilustrações do livro "As ideias da Bia", de Elizabeth Baguley, que servirão de cenário/adereço ao teatro que estão a preparar.

Foram feitas em tempo recorde, e o resultado foi este!

Não é por nada, mas acho que passei ao lado de uma grande carreira como falsificadora de quadros :D







"Então mas isso sai ou não sai?"

... perguntam vocês.

Grandes mudanças se concretizaram e se adivinham na minha vida pessoal. O regresso ao trabalho a tempo inteiro e uma possível mobilidade para mais perto de casa estão a deixar-me um pouco cansada e, sobretudo, super ansiosa. Mas não é a principal causa do desleixo sofrido por esta minha rica chafarica, até porque tenho lido muito mais agora que voltei a passar longos períodos de tempo nos transportes públicos.

O problema da falta de actualização, e passo o pleonasmo, deve-se quase exclusivamente a problemas de ordem técnica, sendo que meti na cabeça que o podcast é para ontem. Porém, entre microfones e programas de edição de som, tenho para mim que ainda transformo a ideia inicial num videocast e pronto! Câmara de vídeo, canal de youtube e está feito! Juro, se dentro de uma semana a coisa não se resolver, pimbas!

Entretanto, já vou a meio do último livro da série "Desaparecidos". Mas disso, penso, falarei no podcast. Ou no vídeocast. Whatever, o que eu quero mesmo é conversa! :D

Até já!!!! Espero eu...

Sunday, May 15, 2016

A coruja bibliotecária, o podcast!

Nesta minha chafarica literária, tento sempre fazer críticas aos livros sem mencionar a história além do que é apresentado nas sinopses. Porque, caso contrário, arruinava-se o prazer da descoberta do enredo e das personagens a quem eventualmente viesse a pegar nesses mesmo livros, coisa que, aliás, acontece imenso na blogosfera. E EU ODEIO!!! De facto, esbarrar em spoilers tornou-se mesmo num pesadelo para muitos de nós.

Porém, tenho sentido alguma necessidade de falar sobre as histórias que vou lendo e de partilhar aquilo de que gostei muito, pouco ou nada. De comentar as personagens que me irritam e as que não esquecerei. De elogiar ou cascar nos autores.

Por isso, já estou a trabalhar na construção de um podcast, que deverá acompanhar a crítica geral dos livros que vou lendo, com a respectiva indicação de SPOILERS!

Desta forma, acho que estou a prestar um serviço mais completo, que poderá agradar a gregos e troianos, isto é, a quem só quer ficar com uma ideia geral do livro e a quem quer entrar na história mais a fundo.

Portanto, brevemente, estará no ar "A coruja bibliotecária", o podcast!

Saturday, May 7, 2016

O rapaz que nadava com as piranhas / David Almond

Sinopse:

Quando o Estaleiro Simpson encerrou, as pessoas que tinham trabalhado ali tiveram de ir em busca do seu sustento noutros locais. Só o tio de Stanley ficou, transformando a casa da família numa empresa de conservas de peixe, o que tornou a vida de todos uma verdadeira loucura. Um dia Stanley descobre que uma feira popular itinerante tinha chegado à cidade. Ao visitá-la, fica tão fascinado que, incapaz de suportar por mais tempo viver na casa do tio, vai com a feira para longe dali, passando a trabalhar numa barraca onde havia peixinhos dourados. E foi assim que veio a conhecer Pancho Pirelli, um homem capaz de nadar com as piranhas.

Opinião:

Sinceramente, não achei graça nenhuma a este livro. Pareceu-me uma história disparatada, sem piada, sem sal. Não senti ligação às personagens e odiei a equipa de fiscalização, cuja linguagem carregada de erros não faz qualquer sentido. O final, igualmente fracote, deixou-me com a sensação de perda de tempo. Uma desilusão, especialmente porque esperava muito mais deste autor!

2 estrelas, mais não posso dar!

PNL 6º ano


Thursday, May 5, 2016

Chegaram, weeeeeeeeeeeeeeee!

No site da Planeta, pode ler-se a seguinte resposta à questão de uma leitora, datada de Janeiro deste ano:

Muito lamentamos mas não temos prevista a publicação de novos títulos da série “Desaparecidos”.

Assim sendo, lá tive eu de recorrer a uma edição estrangeira!

Sempre que leio em inglês, só me custam as primeiras páginas. Depois, entro no ritmo e até chego a sonhar nessa idioma!

Bom, e agora deixem-me recomeçar esta maravilhosa viagem. Michael Grant, aqui vou eu!


Wednesday, May 4, 2016

Mentiras / Michael Grant

Sinopse:

Decorreram sete meses desde o desaparecimento de todos os adultos. Tudo acontece numa noite.

Uma rapariga que tinha morrido circula agora entre os vivos. Zil e o Bando dos Humanos incendeiam Perdido Beach; entre o fumo e as chamas, Sam entrevê a silhueta da pessoa que mais teme: Drake. Mas Drake morreu. Sam e Caine venceram-no, assim como à Sombra. Pelo menos assim pensavam.

Enquanto Perdido Beach arde, a batalha também está acesa: Astrid contra o conselho municipal; o Bando dos Humanos contra os mutantes; e Sam contra Drake, regressado do reino dos mortos e desejoso de acabar com aquilo que ele e Sam deixaram por concluir. Entretanto, e à semelhança do próprio fogo, há boatos que alastram, espalhados pela Profetisa, Orsay, e pela sua companheira, Nerezza.

As condições são piores do que nunca, e os jovens estão desesperados por sair. mas estarão suficientemente desesperados para acreditarem que a morte os poderá libertar?

Opinião:

Até me ia dando o badagaio nos transportes públicos, de tão boa que é a história, catano! Uma pessoa entra de tal forma no enredo, que se desliga de tudo o que está à volta. Chegada aqui, já não posso ficar pelas 4 estrelas! O Michael Grant acaba de transforma-se num dos meus autores favoritos!

5 estrelas e venham os próximos, que devem chegar ainda esta semana via Wook! Yaaaaay!

Saturday, April 23, 2016

Fome / Michael Grant

Sinopse:

Todos têm fome, mas ninguém se dispõe a encontrar uma solução. E a cada dia que passa são mais os jovens que sofrem mutações e adquirem capacidades sobrenaturais, que os distinguem dos que não têm esse género de poderes. A tensão cresce e o caos reina na cidade. São os «normais» contra os mutantes. Cada um, luta por si, e até os melhores são capazes de matar. Mas avista-se um problema ainda maior. A Sombra, uma criatura sinistra que vive soterrada no coração das montanhas, começa a chamar alguns dos adolescentes da ZRJ. A chamá-los, a guiá-los, a manipulá-los. A Sombra despertou. E tem fome. 

Opinião:

O segundo volume da série "Desaparecidos" não me desapontou! A acção continua a decorrer a um ritmo frenético, e por isso não houve um único momento em que me sentisse aborrecida. É como se estivesse a ver uma série de televisão ao estilo"Lost", consigo mesmo visualizar tudo na minha cabeça como se olhasse para um ecrã.

Continuaram também os arrepios pela situação vivida na Zona Radioactiva Juvenil, onde a fome aperta e todos começam a ficar desesperados. Porque já se sabe, casa onde não há pão...

Curiosamente, e porque muitas vezes, com a pressa, tive de me meter no autocarro sem tomar o pequeno almoço, o roncar do meu estômago esteve em sintonia com a história :D

Muito bom! Segue o terceiro volume, o último publicado em português. Os restantes 3, em edição inglesa, já vêm a caminho através da Wook. 

Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Friday, April 22, 2016

Que nervos!

Presentemente, uma das coisas que mais me irrita é não conseguir ir sentada no autocarro. Porque são 40 minutos de leitura perdidos!

Mais me custa ver uma porradona de gente confortavelmente instalada nos bancos a fazer... coisíssima nenhuma! Que desperdício! A sério, só por isso acho que deviam ser criados lugares reservados a leitores. 

O que acham?

Friday, April 8, 2016

Fala, bibliotecária!

Conhecem a Gabriela Bazan Pedrão? Ela é bibliotecária no país irmão, tem um excelente sentido de humor e um canal de youtube onde fala da profissão.

Deixo aqui dois vídeos que deverão agradar a bibliotecários e ao público em geral. O primeiro é especialmente delicioso ;)

     

Wednesday, April 6, 2016

Portugal à frente (para variar um bocadinho)!

"O diretor-geral da Booktailors, Paulo Ferreira, desde há muito presença assídua em Bolonha — este ano estará na Feira Internacional do Livro de Bogotá, também este mês de abril –, não tem dúvidas: Portugal é do melhor que há lá fora quando o assunto é literatura infantil. “Faço aqui um desafio: que se encontre em Bolonha um país com tanta qualidade como Portugal. Não há. A Mafalda Milhões, a Catarina Sobral, o Bernardo Carvalho, o André Letria, o Afonso Cruz, o João Vaz de Carvalho, a Marta Madureira, entre outros, são uma geração de ouro do livro infantil. E o facto de eles serem tão bons, a mim facilita-me a vida como consultor editorial. Mal apresento um livro de algum deles, vendo-o. Na hora. Portugal está na ‘pole position’ da ilustração e do livro infantil”, garante".

O resto da notícia, aqui.

Friday, April 1, 2016

Desaparecidos / Michael Grant

Sinopse:

Tudo começa dentro de uma sala de aula quando, num piscar de olhos, o professor desaparece. Alarmados, os alunos saem da aula em busca do professor. É então que começam a perceber que todos os adultos desapareceram.

Desaparecidos, do escritor norte-americano Michael Grant, é um livro inquietante sobre um mundo em que não há adultos e onde a tecnologia não funciona. A fazer lembrar Harry Potter, Stars Wars e o Senhor dos Anéis, Grant estreia-se de forma auspiciosa no nosso país. São mais de 400 páginas de pura emoção e muita expectativa que se lêem num ápice. Num mundo tão diferente daquele em que vivemos, sem muitas das comodidades que deixámos de valorizar pelo facto de não conseguirmos imaginar a vida antes delas, Desaparecidos é um livro perturbante, emocionante e, acima de tudo, muito original.

Opinião:

Este é daqueles livros que valem não exactamente pela forma como são escritos, mas por contarem uma boa história. Ao longo das 455 páginas, nunca deixei de estar em pulgas, e muitas vezes fiquei arrepiada com os acontecimentos mais macabros, sobretudo porque sinto que era completamente provável que as pessoas se comportassem daquela maneira perante tal situação. Parece-me que o autor tem um conhecimento profundo da natureza humana, residindo aí o sucesso do livro. Gostei da forma como, nesta situação de perigo e incerteza, vão surgindo os heróis, os vilões, os rufias e os cobardes. Adorei!

A parte boa é que a biblioteca onde trabalho tem o 2º e o 3º volume. A parte má é que os seguintes 3 volumes não estão publicados em português (lá terei de encomendar os exemplares em inglês na Fnac!).

5 estrelas! E sigo já para o segundo volume!