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Wednesday, September 12, 2018

Um dragão em brasa! / Robert Starling

 Opinião:

Ninguém gosta de ser contrariado, muito menos as crianças, que fervilham de raiva sempre que ouvem um “não” ou lhes pedimos que façam alguma coisa que não querem.

Esta é a história de Fred, um dragão com pavio curto que, sob pena de perder todos os amigos, se vê obrigado a controlar o seu temperamento.

Gostei! O buraco na capa do livro foi o que atraiu a minha atenção, e bastou ler as primeiras páginas para querer comprá-lo, uma vez que tenho em casa um dragão com o mesmo problema.

Um bom livro para trabalhar os sentimentos e ajudar a acalmar as fúrias da petizada.



P.S.: desta vez não houve sinopse porque a que se encontra disponível no site da editora Minutos de Leitura está lamentavelmente mal escrita e cheia de gralhas.

Saturday, August 18, 2018

O rapaz que despejou o mar / Paul Brown; il. Chris Capstick

Sinopse:

O pequeno Miguel adora construir castelos de areia! Mas as ondas insistem em arruinar as suas construções. Um dia, o Miguel tem uma ideia de génio: mergulhar bem fundo e, simplesmente, DESPEJAR TODA A ÁGUA DO MAR.

Só que o Miguel não podia imaginar que a sua solução genial teria consequências catastróficas. Agora, ele tem de encontrar uma forma de voltar a pôr tudo exactamente como estava, antes que seja tarde demais.

Será que o Miguel vai conseguir resolver o seu problema? Só há uma maneira de saber, não é?

Opinião:

A história é engraçada, mas podia ser muito melhor. Depois de despejado o mar, o destaque dado à destruição do habitat marinho pecou pela brevidade. Curiosamente, logo de seguida, dá-se o oposto, pois menciona-se o derreter dos glaciares de forma tão súbita que fica a sensação de que está ali qualquer coisa a faltar (da primeira vez que li ao meu filho, até voltei atrás, pensando que saltara alguma página!).

Ainda assim, pode ser um bom ponto de partida para trabalhar questões ambientais com a pequenada.

Friday, February 2, 2018

O coração de Simon contra o mundo / Becky Albertalli

Sinopse:

Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador.

Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola. 

Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro.

Opinião:

É um livro algo ternurento, mas não percebo o porquê da média acima das 4 estrelas no goodreads. Talvez seja porque não existem assim tantos livros sobre a homossexualidade dentro do género YA. Lê-se bem, mas não achei nada de extraordinário. O facto de ter lido há pouco tempo o "Guarda-me para sempre", que me marcou imenso pela positiva e envolve igualmente duas pessoas que se correspondem por carta e email sem se conhecerem, provavelmente também não ajudou à festa.

Friday, November 24, 2017

Ready player one = Jogador 1 / Ernest Cline

Sinopse:

Em 2044 o mundo tornou-se um lugar triste, devastado por conflitos, escassez de recursos, fome, pobreza e doenças.

Wade Watts só se sente feliz na realidade virtual conhecida como OASIS, onde pode viver, jogar e apaixonar-se sem constrangimentos.

Quando o criador do OASIS morre, deixa a sua imensa fortuna e o controlo da realidade virtual a quem conseguir resolver os enigmas que aí escondeu. Os utilizadores têm apenas como pistas a cultura pop dos anos 1980.

Começa assim uma frenética e perigosa caça ao tesouro. Nos primeiros anos, milhares de jogadores tentam solucionar o enigma inicial sem sucesso. Até que Wade por acaso desvenda a primeira chave.

De um momento para o outro, vê-se numa corrida desesperada para vencer o prémio, uma corrida que rapidamente continua no mundo real e que põe em risco a sua vida.

Opinião:

Embora o futuro distópico esteja bem construído, acho que faltou magia na forma de escrever, pois nunca senti grande emoção à medida que a acção decorria (daí as 3 estrelas em vez das 4 que poderia ter dado). Tendo nascido em 1980, não apanhei todas as referências à década, mas ainda assim, as reconhecidas fizeram-me regressar ao passado e deram-me vontade de rever alguns clássicos. Penso que dará uma belíssima adaptação ao cinema, sobretudo pelas mãos mágicas do Spielberg (todo o enredo é a cara dele)! Aguardo com ansiedade!

Lady Midnight / Cassandra Clare

Sinopse:

Paixão, determinação e criaturas diabólicas, nesta nova e tão aguardada trilogia de Cassandra Clare. 

Os Caçadores de Sombras de Los Angeles voltam com novas aventuras.

Passaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção. Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.

Opinião:

Não achei nada de especial, talvez por só agora ter chegado ao mundo dos caçadores de sombras. De qualquer forma, também confesso que a escrita da autora não me agradou por aí além...











... e que raio de ideia foi aquela do Julian entalar o Anselm Nightshade? Pareceu-me cruel, estúpido e despropositado. Já para não falar na proposta que a Emma faz ao Mark no final do livro, tipo, a sério? Bah... Ainda assim, tendo sentido a angustia de duas pessoas que se amam sem poderem revelar esse mesmo amor, acho que vale as 3 estrelas.

Friday, August 4, 2017

Percy Jackson e os ladrões do Olimpo / Rick Riordan

Sinopse:

Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno... novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas do seu livro de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito. 
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir, terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: encarar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses. 

Opinião:

Teria achado um pitéu se tivesse agora 9 anos, porém, chateou-me um bocado que algumas passagens deixassem adivinhar o que estava para vir. Ainda assim, agradou-me no geral. 3 estrelas e siga o próximo!


Thursday, July 27, 2017

After / Anna Todd

Depois de ver imensas adolescente aos pulinhos com esta saga, não podia deixar de dar uma espreitadela. À primeira vista, parece a típica história do "bad boy" que se cruza no caminho da rapariga virgem e bem comportada, mas no fundo, é sobre como o amor nos pode mudar para melhor, por mais desgraçada ou doentia que tenha sido a nossa vida e, consequentemente, por mais cínicos e sacanas em que nos tenhamos transformado. Acho que tem demasiadas cenas sexuais (o que explicará a parte dos pulinhos)

ALERTA SPOILERS!!!

e não sei se, à beira dos 40, estou capaz de acreditar que uma pessoa possa mesmo mudar assim tanto por amor, transformando uma relação inicialmente abusiva numa relação ao estilo alma gémea, mas pronto, a verdade é que a autora fez-me ler os 5 livros, pelo que merece algum crédito por isso. 3 estrelas e não se fala mais nisso!

Tuesday, July 25, 2017

Educar na curiosidade / Catherine L'Ecuyer

Sinopse:

Um livro essencial que se foca numa das mais prementes e disseminadas questões educativas dos dias de hoje: os efeitos da superestimulação (excesso de tecnologia, excesso de actividades extraescolares) no desenvolvimento infantil: a apatia das crianças, a falta de interesse por tudo (desde a escola à própria brincadeira).  

Como motivar crianças que não sabem sequer brincar, estudar, conversar, ouvir – ou esperar.

Por que temos cada vez mais crianças impacientes e agitadas? Crianças que perguntam: «A que brinco agora?» e que dizem, com o quarto repleto de brinquedos: «Não tenho nada para fazer!…»

Catherine L’Ecuyer, investigadora sobre educação, explica neste livro que o exagero dos estímulos externos, sobretudo visuais, mesmo nos métodos de ensino, nas escolas, está a ‘matar’ o instinto de curiosidade dos miúdos, aquilo que os leva a descobrir o mundo.

A criança acomoda-se e deixa de ter a capacidade de se encantar e espantar.

Em alguns casos, a sua dependência da superestimulação fará com que procure sensações cada vez mais fortes, com as quais também se acostumará, o que a levará a uma situação de apatia permanente e de falta de desejo.

Opinião:

Nos tempos que correm, há uma preocupação que bate à porta de quase todos os pais: o acesso precoce dos nossos filhos a computadores, telemóveis e tablets. Seja porque os próprios pais estão muitas vezes viciados nestes aparelhos (passando naturalmente esse vício aos filhos), seja porque a falta de tempo para realizar as tarefas domésticas nos leva a confiar os miúdos a estes aparelhos só para que estejam sossegados e nos deixem fazer o que é preciso, a verdade é que o excesso de tecnologia está a prejudicar o natural desenvolvimento dos mais pequenos.

A autora questiona: porque existem hoje tantas crianças com transtornos psicológicos? Porque está o tempo de concentração e de atenção das crianças cada vez mais curto? Porque dizem os avós que as crianças de hoje são tão diferentes das de antigamente? O livro vem debater esta questão e lançar a única receita que, excepção à regra, se deve aplicar a todos: a redução do tempo de exposição à tecnologia, um dos principais motivos da superestimulação a que os miúdos estão sujeitos, o que, segundo a autora, leva à apatia e à falta de desejo. Catherine L’Ecuyer alerta para a necessidade  de recuperar "o respeito pela essência da infância - pelos seus ritmos, a sua inocência e o seu sentido de mistério".

Sublinha-se que o mais importante é fomentar a brincadeira livre, o contacto com natureza e o saber estar em silêncio. Mas para isso, é preciso tempo, o que me leva, como sempre, a questionar a sociedade. Isto é tudo muito bonito e acertado, mas com o peso excessivo do trabalho na vida de todos nós, torna-se difícil cumprir uma tarefa na verdade tão simples.

Uma curiosidade: os responsáveis pelas empresas tecnológicas multinacionais em Silicon Valley colocarm os filhos em colégios que não utilizam as tecnologias nas salas de aula.  Trabalham no eBay, na Google, na Apple , na Yahoo e na Hewlett-Packard, mas os seus filhos não usam o google, escrevem à moda antiga (com lápis e papel) e têm salas equipadas com... quadros de ardósia! Aqui fica uma passagem do livro sobre este assunto:

O computador impede o pensamento crítico, desumaniza a aprendizagem, a interacção humana e diminui o tempo de atenção dos alunos. Um dos pais, o Sr. Eagle, formado em tecnologia e quadro do departamento de Comunicação Executiva da Google diz "A minha filha, que está no quinto ano, não sabe como usar o Google, e o meu filho, que está no oitavo, está a começar a aprender. A tecnologia tem o seu tempo e o seu lugar. É super fácil. É como aprender a usar a pasta de dentes. No Google e em todos esses sites, fazemos a tecnologia tão fácil que qualquer pessoa a pode usar. Não há razão para que as crianças não possam aprendê-la quando forem mais velhas!".

Wednesday, November 9, 2016

As histórias de terror do navio negro / Chris Priestley; il. David Roberts

Sinopse:

Na Velha Estalagem, sobre um mar tempestuoso, Ethan e Cathy esperam a chegada do pai. Entretanto, um marinheiro aparece em busca de abrigo.

Começa, assim, uma longa noite de histórias aterradoras… há algo neste homem que inquieta Ethan e Cath, mas não sabem o que poderá ser.

É então que o amanhecer abre os olhos das crianças para uma realidade ainda mais chocante e angustiante do que a das histórias que acabaram de ouvir.

Um livro assustador. Terás coragem para o ler?

Opinião:

Não é mau, mas está longe de ser um espanto. Acredito que possa ser apreciado por rapazes entre os 10 e os 13 anos, sobretudo se vibram perante histórias de piratas e marinheiros com algum macabro à mistura. A meu gosto, só a ilustração, em estilo gótico. De qualquer forma, não foi o que estava à espera, pelo que continuo à procura de um livro que, de facto, me dê arrepios. Aceito sugestões.

Sunday, August 14, 2016

A seleção / Kiera Cass

Sinopse:

"Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida.

É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.

No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.

Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou".

Opinião:

Senti-me outra vez como se tivesse 13 anos. E porquê? Porque foi com essa idade que li uma catrefada de romances da Harlequin! Pois é, esta selecção pareceu-me mesmo um desses romances de cordel, apenas mais extenso. Diz que é uma distopia, porém, apresenta-nos um mundo tão mal imaginado que não vi vislumbre dela! Fica, portanto, indexado como "Literatura de Verão para gajas".

Resta-me apenas dizer que estou a torcer pelo príncipe. Siga o próximo!

Thursday, February 4, 2016

A cada dia / David Levithan

Sinopse:

A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga.

A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:

Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.

Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.

Opinião:

O livro é original e, apesar das muitas vidas que ficamos a conhecer a cada corpo, o fio condutor que é a própria personagem principal nunca deixa o leitor perder o interesse, tarefa de louvar numa obra que acaba por ser uma espécie de miscelânea de contos sobre histórias de vida.

O ritmo da escrita é algo apressado, com muitas frases curtas, o que faz sentido por estar sobretudo alicerçado nos pensamentos do protagonista. No fundo, é uma história sobre a essência do amor, independentemente do corpo e, nesse sentido, acaba por ser também uma reflexão sobre a homossexualidade.

Gostei, mas não leva as 4 estrelas por conta do final, que me pareceu um tanto chocho.


Tuesday, January 12, 2016

Fangirl / Rainbow Rowell

Sinopse:

Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém?

Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe.

Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer.

Opinião

Poderia estar mais perto das quatro estrelas se a história paralela de fanfiction me tivesse cativado minimamente. Porém, a meio do livro, confesso que deixei de ler todas as passagens relativas ao Simon Snow (shame on me, mas paciência!). Porque estavam a aborrecer-me e porque não me pareceu que acrescentassem alguma coisa de jeito à trama. Sei que a autora já publicou posteriormente o livro "Carry on", que é precisamente a história do Simon Snow, mas sinceramente, não tenho qualquer vontade de pegar na coisa. Sobretudo porque ainda é demasiado cedo para ler sobre outra escola de Magia que não seja Hogwarts!

Fora isto, acredito que Fangirls seja a escolha certa para raparigas que gostem de ler e de escrever. Foi engraçado entrar um bocado neste mundo de fanfiction, ao qual tenho escapado. Apesar das toneladas de material escrito à volta do Harry Potter, preferi sempre ficar-me pelo original, por considerá-lo simplesmente genial e perfeito.

As personagens femininas, que são todas um bocado neuróticas, estavam a irritar-me, mas depois, o facto das gémeas terem sido abandonadas pela mãe, transformou essa irritação em carinho (talvez porque eu própria tive um pai que se borrifou em mim e na minha irmã).

Uma vez mais, adorei a forma como o amor surge entre os protagonistas. Acho mesmo que este é o ponto forte da escritora, uma pessoa até fica enamorada, pá! 

Não é um espectáculo de livro, mas apreciei a leitura!

Thursday, October 22, 2015

O oceano no fim do caminho / Neil Gaiman

Sinopse"Este livro é tanto um conto fantástico como um livro sobre a memória e o modo como ela nos afeta ao longo do tempo. A história é narrada por um adulto que, por ocasião de um funeral, regressa ao local onde vivera na infância, numa zona rural de Inglaterra, e revive o tempo em que era um rapazinho de sete anos. As imagens que guardara dentro de si transfiguram-se na recordação de algo que teria acontecido naquele cenário, misturando imagens felizes com os seus medos mais profundos, quando um mineiro sul-africano rouba o Mini do pai do narrador e se suicida no banco de trás.

O Oceano No Fim do Caminho é uma belíssima e inquietante fábula que revela a singular capacidade de Neil Gaiman para recriar uma mitologia moderna."

Opinião: ora aqui está um livro que não esquecerei tão cedo. Porque conta uma história que é diferente e estranha, mesmo tendo em conta que estamos a falar de um livro de fantasia.

Nos agradecimentos, o autor confessa que a ideia inicial era escrever um conto, mas que no decorrer do processo, acabou por transformar-se num romance. Confesso que me parece mais um conto, sobretudo pelo que podemos descobrir numa segunda leitura das personagens.

Vejo a vilã da história como a encarnação do próprio mal, que tantas vezes consegue abrir caminho nos nossos corações e causar grandes estragos, aproveitando portas que nós próprios criamos com os nossos desejos, ansiedades e medos. No extremo oposto, encontramos as mulheres da família Hemstock (e não me parece que sejam todas mulheres por acaso), protectoras, acolhedoras, curandeiras, mágicas.

Gostei e voltarei certamente a este autor.

 PNL 3º ciclo



Thursday, August 6, 2015

Oksa Pollock: a inesperada / Anne Plichota e Cendrine Wolf

Sinopse:

Com treze anos de idade, Oksa Pollock descobre que tem poderes especiais. Quando conta à avó o que se está a passar, é-lhe revelado o segredo das origens da sua família e a incrível missão que, apesar da sua pouca idade, lhe está destinada! A família Pollock vem de Edéfia, um mundo invisível e mágico, oculto algures no planeta Terra, que foi palco de um violento combate. Parte dos habitantes veio viver entre os humanos, incluindo Ocious, que é extremamente ambicioso e deseja tonar-se o senhor de Edéfia e do resto do mundo. E é sobre os jovens ombros de Oksa que recai agora a responsabilidade de salvar o seu povo. Ela é a sua última esperança...

Opinião:

Este livro chegou-me às mãos enquanto catalogava. Na capa, reparei no autocolante onde se lê "O Harry Potter francês. The Guardian". É claro que mal o registo tinha acabado de ser criado, e já estava o exemplar a ser emprestado na minha ficha!
Aos 13 anos, Oksa Pollock descobre que tem poderes especiais. A partir daí, toma conhecimento das origens nada convencionais da sua famíla, ligadas a Edéfia, "um mundo invisível oculto algures no planeta terra", do qual foi obrigada a fugir depois de instalado "o grande caos". Em Oksa reside a esperança de regresso a casa dos exilados de Edéfia, assombrada por Oxcius, que deseja não só dominar Edéfia como também o mundo.
Mas vamos agora à minha opinião (porque odeio descrições demasiado pormenorizadas que estragam a surpresa). Temos os clássicos universo paralelo / inimigo mortal e, embora me tenha irritado com a fénix (que diabos, arranjem-me outro animal mitológico que este já está mais do que esmiuçado), e tenha achado que era completamente inverosímil que a rapariga se deixasse ficar sozinha numa sala com o vilão quando podia claramente pisgar-se, a leitura foi agradável, tendo até por duas vezes deixado passar a paragem onde deveria ter saído por estar tão distraída a ler no autocarro. Gostei especialmente das criaturas de Edéfia, tão queridas, patetas e cómicas que até apetece ter duas ou três em casa.

O problema das sagas é tropeçar nelas quando ainda não estão completas. O primeiro livro foi publicado em Portugal em 2013 e o segundo ainda está por sair. Recorrer à versão original está fora de questão, que o meu francês não dá para tanto. Portanto, das duas, uma: ou compro uma edição inglesa, ou espero pela portuguesa.

É um bom livro para quem gosta do género. Não é nada de extraordinário, mas lê-se bem.