Thursday, June 23, 2016

"Então mas isso sai ou não sai?"

... perguntam vocês.

Grandes mudanças se concretizaram e se adivinham na minha vida pessoal. O regresso ao trabalho a tempo inteiro e uma possível mobilidade para mais perto de casa estão a deixar-me um pouco cansada e, sobretudo, super ansiosa. Mas não é a principal causa do desleixo sofrido por esta minha rica chafarica, até porque tenho lido muito mais agora que voltei a passar longos períodos de tempo nos transportes públicos.

O problema da falta de actualização, e passo o pleonasmo, deve-se quase exclusivamente a problemas de ordem técnica, sendo que meti na cabeça que o podcast é para ontem. Porém, entre microfones e programas de edição de som, tenho para mim que ainda transformo a ideia inicial num videocast e pronto! Câmara de vídeo, canal de youtube e está feito! Juro, se dentro de uma semana a coisa não se resolver, pimbas!

Entretanto, já vou a meio do último livro da série "Desaparecidos". Mas disso, penso, falarei no podcast. Ou no vídeocast. Whatever, o que eu quero mesmo é conversa! :D

Até já!!!! Espero eu...

Sunday, May 15, 2016

A coruja bibliotecária, o podcast!

Nesta minha chafarica literária, tento sempre fazer críticas aos livros sem mencionar a história além do que é apresentado nas sinopses. Porque, caso contrário, arruinava-se o prazer da descoberta do enredo e das personagens a quem eventualmente viesse a pegar nesses mesmo livros, coisa que, aliás, acontece imenso na blogosfera. E EU ODEIO!!! De facto, esbarrar em spoilers tornou-se mesmo num pesadelo para muitos de nós.

Porém, tenho sentido alguma necessidade de falar sobre as histórias que vou lendo e de partilhar aquilo de que gostei muito, pouco ou nada. De comentar as personagens que me irritam e as que não esquecerei. De elogiar ou cascar nos autores.

Por isso, já estou a trabalhar na construção de um podcast, que deverá acompanhar a crítica geral dos livros que vou lendo, com a respectiva indicação de SPOILERS!

Desta forma, acho que estou a prestar um serviço mais completo, que poderá agradar a gregos e troianos, isto é, a quem só quer ficar com uma ideia geral do livro e a quem quer entrar na história mais a fundo.

Portanto, brevemente, estará no ar "A coruja bibliotecária", o podcast!

Saturday, May 7, 2016

O rapaz que nadava com as piranhas / David Almond

Sinopse:

Quando o Estaleiro Simpson encerrou, as pessoas que tinham trabalhado ali tiveram de ir em busca do seu sustento noutros locais. Só o tio de Stanley ficou, transformando a casa da família numa empresa de conservas de peixe, o que tornou a vida de todos uma verdadeira loucura. Um dia Stanley descobre que uma feira popular itinerante tinha chegado à cidade. Ao visitá-la, fica tão fascinado que, incapaz de suportar por mais tempo viver na casa do tio, vai com a feira para longe dali, passando a trabalhar numa barraca onde havia peixinhos dourados. E foi assim que veio a conhecer Pancho Pirelli, um homem capaz de nadar com as piranhas.

Opinião:

Sinceramente, não achei graça nenhuma a este livro. Pareceu-me uma história disparatada, sem piada, sem sal. Não senti ligação às personagens e odiei a equipa de fiscalização, cuja linguagem carregada de erros não faz qualquer sentido. O final, igualmente fracote, deixou-me com a sensação de perda de tempo. Uma desilusão, especialmente porque esperava muito mais deste autor!

2 estrelas, mais não posso dar!

PNL 6º ano


Thursday, May 5, 2016

Chegaram, weeeeeeeeeeeeeeee!

No site da Planeta, pode ler-se a seguinte resposta à questão de uma leitora, datada de Janeiro deste ano:

Muito lamentamos mas não temos prevista a publicação de novos títulos da série “Desaparecidos”.

Assim sendo, lá tive eu de recorrer a uma edição estrangeira!

Sempre que leio em inglês, só me custam as primeiras páginas. Depois, entro no ritmo e até chego a sonhar nessa idioma!

Bom, e agora deixem-me recomeçar esta maravilhosa viagem. Michael Grant, aqui vou eu!


Wednesday, May 4, 2016

Mentiras / Michael Grant

Sinopse:

Decorreram sete meses desde o desaparecimento de todos os adultos. Tudo acontece numa noite.

Uma rapariga que tinha morrido circula agora entre os vivos. Zil e o Bando dos Humanos incendeiam Perdido Beach; entre o fumo e as chamas, Sam entrevê a silhueta da pessoa que mais teme: Drake. Mas Drake morreu. Sam e Caine venceram-no, assim como à Sombra. Pelo menos assim pensavam.

Enquanto Perdido Beach arde, a batalha também está acesa: Astrid contra o conselho municipal; o Bando dos Humanos contra os mutantes; e Sam contra Drake, regressado do reino dos mortos e desejoso de acabar com aquilo que ele e Sam deixaram por concluir. Entretanto, e à semelhança do próprio fogo, há boatos que alastram, espalhados pela Profetisa, Orsay, e pela sua companheira, Nerezza.

As condições são piores do que nunca, e os jovens estão desesperados por sair. mas estarão suficientemente desesperados para acreditarem que a morte os poderá libertar?

Opinião:

Até me ia dando o badagaio nos transportes públicos, de tão boa que é a história, catano! Uma pessoa entra de tal forma no enredo, que se desliga de tudo o que está à volta. Chegada aqui, já não posso ficar pelas 4 estrelas! O Michael Grant acaba de transforma-se num dos meus autores favoritos!

5 estrelas e venham os próximos, que devem chegar ainda esta semana via Wook! Yaaaaay!

Saturday, April 23, 2016

Fome / Michael Grant

Sinopse:

Todos têm fome, mas ninguém se dispõe a encontrar uma solução. E a cada dia que passa são mais os jovens que sofrem mutações e adquirem capacidades sobrenaturais, que os distinguem dos que não têm esse género de poderes. A tensão cresce e o caos reina na cidade. São os «normais» contra os mutantes. Cada um, luta por si, e até os melhores são capazes de matar. Mas avista-se um problema ainda maior. A Sombra, uma criatura sinistra que vive soterrada no coração das montanhas, começa a chamar alguns dos adolescentes da ZRJ. A chamá-los, a guiá-los, a manipulá-los. A Sombra despertou. E tem fome. 

Opinião:

O segundo volume da série "Desaparecidos" não me desapontou! A acção continua a decorrer a um ritmo frenético, e por isso não houve um único momento em que me sentisse aborrecida. É como se estivesse a ver uma série de televisão ao estilo"Lost", consigo mesmo visualizar tudo na minha cabeça como se olhasse para um ecrã.

Continuaram também os arrepios pela situação vivida na Zona Radioactiva Juvenil, onde a fome aperta e todos começam a ficar desesperados. Porque já se sabe, casa onde não há pão...

Curiosamente, e porque muitas vezes, com a pressa, tive de me meter no autocarro sem tomar o pequeno almoço, o roncar do meu estômago esteve em sintonia com a história :D

Muito bom! Segue o terceiro volume, o último publicado em português. Os restantes 3, em edição inglesa, já vêm a caminho através da Wook. 

Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Friday, April 22, 2016

Que nervos!

Presentemente, uma das coisas que mais me irrita é não conseguir ir sentada no autocarro. Porque são 40 minutos de leitura perdidos!

Mais me custa ver uma porradona de gente confortavelmente instalada nos bancos a fazer... coisíssima nenhuma! Que desperdício! A sério, só por isso acho que deviam ser criados lugares reservados a leitores. 

O que acham?

Friday, April 8, 2016

Fala, bibliotecária!

Conhecem a Gabriela Bazan Pedrão? Ela é bibliotecária no país irmão, tem um excelente sentido de humor e um canal de youtube onde fala da profissão.

Deixo aqui dois vídeos que deverão agradar a bibliotecários e ao público em geral. O primeiro é especialmente delicioso ;)

     

Wednesday, April 6, 2016

Portugal à frente (para variar um bocadinho)!

"O diretor-geral da Booktailors, Paulo Ferreira, desde há muito presença assídua em Bolonha — este ano estará na Feira Internacional do Livro de Bogotá, também este mês de abril –, não tem dúvidas: Portugal é do melhor que há lá fora quando o assunto é literatura infantil. “Faço aqui um desafio: que se encontre em Bolonha um país com tanta qualidade como Portugal. Não há. A Mafalda Milhões, a Catarina Sobral, o Bernardo Carvalho, o André Letria, o Afonso Cruz, o João Vaz de Carvalho, a Marta Madureira, entre outros, são uma geração de ouro do livro infantil. E o facto de eles serem tão bons, a mim facilita-me a vida como consultor editorial. Mal apresento um livro de algum deles, vendo-o. Na hora. Portugal está na ‘pole position’ da ilustração e do livro infantil”, garante".

O resto da notícia, aqui.

Friday, April 1, 2016

Desaparecidos / Michael Grant

Sinopse:

Tudo começa dentro de uma sala de aula quando, num piscar de olhos, o professor desaparece. Alarmados, os alunos saem da aula em busca do professor. É então que começam a perceber que todos os adultos desapareceram.

Desaparecidos, do escritor norte-americano Michael Grant, é um livro inquietante sobre um mundo em que não há adultos e onde a tecnologia não funciona. A fazer lembrar Harry Potter, Stars Wars e o Senhor dos Anéis, Grant estreia-se de forma auspiciosa no nosso país. São mais de 400 páginas de pura emoção e muita expectativa que se lêem num ápice. Num mundo tão diferente daquele em que vivemos, sem muitas das comodidades que deixámos de valorizar pelo facto de não conseguirmos imaginar a vida antes delas, Desaparecidos é um livro perturbante, emocionante e, acima de tudo, muito original.

Opinião:

Este é daqueles livros que valem não exactamente pela forma como são escritos, mas por contarem uma boa história. Ao longo das 455 páginas, nunca deixei de estar em pulgas, e muitas vezes fiquei arrepiada com os acontecimentos mais macabros, sobretudo porque sinto que era completamente provável que as pessoas se comportassem daquela maneira perante tal situação. Parece-me que o autor tem um conhecimento profundo da natureza humana, residindo aí o sucesso do livro. Gostei da forma como, nesta situação de perigo e incerteza, vão surgindo os heróis, os vilões, os rufias e os cobardes. Adorei!

A parte boa é que a biblioteca onde trabalho tem o 2º e o 3º volume. A parte má é que os seguintes 3 volumes não estão publicados em português (lá terei de encomendar os exemplares em inglês na Fnac!).

5 estrelas! E sigo já para o segundo volume!


Thursday, March 31, 2016

O que vale é que o blogger está sempre de braços abertos!

Parece que o facebook anda a "remodelar" as páginas destinadas a empresas, negócios, etc.

Ontem tentei aceder ao facebook do blogue e confesso que apanhei uma decepção. Depois de tanto trabalho a pesquisar inúmeras páginas dedicadas à leitura, das quais gostei enquanto "Librarian Owl", vem o senhor Zucker fazer uma mudança que não permite ver o feed de notícias das mesmas por ordem cronológica.

Numa rápida troca de impressões com amigos que também têm páginas, todos se queixavam do mesmo, bem como de outros pormenores, como o facto de não ser possível visualizar os novos likes das páginas.

Não sei porquê, mas cheira-me que o reinado do facebook está para entrar em decadência. E tenho para mim que vou andar muito mais por aqui do que por lá, o que é algo irónico, visto que por volta de 2009 abandonei por completo a blogosfera para plantar couves e cenouras virtuais...

Bom, há males que vêm por bem.

É desta que me curo de vez!


Wednesday, March 23, 2016

Parece impossível, não é?

Adorei este artigo do site Bibliotecários sem fronteiras! Já passei por 2 bibliotecas universitárias, e também eu identifiquei uma quantidade obscena de alunos que conseguem formar-se sem meter os pés na biblioteca. Um verdadeiro clássico universal!

"Mas não é sobre as peculiaridades desse público colateral que eu quero escrever hoje, mas sobre meus usuários principais, os alunos da Universidade. Aquele pessoal que recebeu na infância proteína suficiente, frequentou escolas minimamente adequadas e conseguiu passar em vestibulares e processos seletivos altamente excludentes. É entre eles que eu identifico, com frequência suficiente para chamar minha atenção, as seguintes façanhas:

- Chegar ao final da graduação sem nunca ter entrado na biblioteca;

- Ingressar no doutorado sem saber encontrar um livro no acervo ou usar o catálogo;

- Não conseguir encontrar um documento de seu interesse buscando pelo Google. Sim, é isso mesmo que vocês leram, há jovens universitários que não conseguem fazer isso".

O texto completo, aqui.

Saturday, March 5, 2016

Desejos realizados / Nikki Loftin

Sinopse: 

"Peter Stone é um tímido rapaz de doze anos com uma família barulhenta que não compreende o seu isolamento. Recém-chegado à região montanhosa do Texas encontra um vale tranquilo onde conhece a extrovertida Annie Blythe. Peter descobre que Annie, a rapariga que pede desejos, tem uma doença grave e fica surpreendido com a sua força de viver. Ambos decidem fugir para o vale, pois acreditam que a magia que o envolve irá realizar os seus desejos. No entanto, depressa percebem que a verdadeira magia reside na amizade genuína".

Opinião: 

Para mim, esta foi sobretudo uma leitura contemplativa. Embora nunca tenha sofrido bullying (felizmente!), identifiquei-me muito com a personagem principal, Peter Stone, no sentido de ser uma alma dada ao silêncio. Nem sempre sou assim, como é óbvio. Isto até pode soar estranho a quem me conhece, mas a verdade é que, apesar de não ter grandes problemas de comunicação com os outros, não tenho muitas amizades profundas, pois nunca conheci a necessidade de partilhar problemas ou sentimentos. Guardo e resolvo o que tenho por resolver cá dentro, sem amarguras ou depressão, às vezes apenas com alguma tristeza, claro. A maioria das pessoas são muito dadas a opiniões e a ouvir pouco. A sério, cada vez conheço menos pessoas que saibam ouvir, está tudo sempre mais interessado em falar sem dar oportunidade ao outro. Além disso, gosto de ter o meu canto sem grandes invasões. Sofro horrores sempre que me aparece alguma pessoa cá em casa sem que tenha sido convidada (imaginem o pós-parto, com gente que nem conhecia a querer ver o bebé. Acho que fiquei com um trauma para a vida!).

Uma das melhores coisas do livro é a maneira como as personagens se relacionam com a natureza, que as protege ou afasta, consoante as intenções em questão, numa espécie de realismo mágico que, de facto, me envolveu. No entanto, a certa altura, achei que estava a tornar-se um bocado chato, numa leitura mais perto das 3 estrelas. Porém, na recta final, há uma espécie de explosão de sentimentos que me tocou até à lagrimita (sou uma mariquinhas incurável). É também um livro indicado para pais que gostariam que os filhos fossem diferentes. Além disso, aborda também a questão das crianças com cancro, histórias que nos ficam sempre um bocadinho no coração.

Seguem, por isso, as 4 estrelas. E a vontade de ler outros títulos da autora!

Tuesday, March 1, 2016

Estudantes universitários: diz que é uma espécie de praga...

Ninguém imagina a dor que sinto quando me devolvem um livro todo sublinhado. Como boa portuguesa que sou, sempre pronta a pensar o pior de nós, penso logo "Isto só em Portugal". Pois é, mas afinal parece que é mal geral. Ora vejam esta campanha de sensibilização realizada pela Biblioteca da Universidade de Navarra, que conta com uma exposição de livros devolvidos em mau estado:










O resto da notícia aqui.


O livro-objecto

Este mês arruinou-me as leituras. Por um lado, tive boleia para casa imensas vezes (o que significa menos tempo para ler nos transportes), por outro, estou envolvida num projecto relacionado com o "livro-objecto", do qual prometo dar notícias na próxima semana e que marca a minha entrada na equipa de actividades de promoção da leitura da biblioteca (yay!).

Até já!