Saturday, April 23, 2016

Fome / Michael Grant

Sinopse:

Todos têm fome, mas ninguém se dispõe a encontrar uma solução. E a cada dia que passa são mais os jovens que sofrem mutações e adquirem capacidades sobrenaturais, que os distinguem dos que não têm esse género de poderes. A tensão cresce e o caos reina na cidade. São os «normais» contra os mutantes. Cada um, luta por si, e até os melhores são capazes de matar. Mas avista-se um problema ainda maior. A Sombra, uma criatura sinistra que vive soterrada no coração das montanhas, começa a chamar alguns dos adolescentes da ZRJ. A chamá-los, a guiá-los, a manipulá-los. A Sombra despertou. E tem fome. 

Opinião:

O segundo volume da série "Desaparecidos" não me desapontou! A acção continua a decorrer a um ritmo frenético, e por isso não houve um único momento em que me sentisse aborrecida. É como se estivesse a ver uma série de televisão ao estilo"Lost", consigo mesmo visualizar tudo na minha cabeça como se olhasse para um ecrã.

Continuaram também os arrepios pela situação vivida na Zona Radioactiva Juvenil, onde a fome aperta e todos começam a ficar desesperados. Porque já se sabe, casa onde não há pão...

Curiosamente, e porque muitas vezes, com a pressa, tive de me meter no autocarro sem tomar o pequeno almoço, o roncar do meu estômago esteve em sintonia com a história :D

Muito bom! Segue o terceiro volume, o último publicado em português. Os restantes 3, em edição inglesa, já vêm a caminho através da Wook. 

Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Friday, April 22, 2016

Que nervos!

Presentemente, uma das coisas que mais me irrita é não conseguir ir sentada no autocarro. Porque são 40 minutos de leitura perdidos!

Mais me custa ver uma porradona de gente confortavelmente instalada nos bancos a fazer... coisíssima nenhuma! Que desperdício! A sério, só por isso acho que deviam ser criados lugares reservados a leitores. 

O que acham?

Friday, April 8, 2016

Fala, bibliotecária!

Conhecem a Gabriela Bazan Pedrão? Ela é bibliotecária no país irmão, tem um excelente sentido de humor e um canal de youtube onde fala da profissão.

Deixo aqui dois vídeos que deverão agradar a bibliotecários e ao público em geral. O primeiro é especialmente delicioso ;)

     

Wednesday, April 6, 2016

Portugal à frente (para variar um bocadinho)!

"O diretor-geral da Booktailors, Paulo Ferreira, desde há muito presença assídua em Bolonha — este ano estará na Feira Internacional do Livro de Bogotá, também este mês de abril –, não tem dúvidas: Portugal é do melhor que há lá fora quando o assunto é literatura infantil. “Faço aqui um desafio: que se encontre em Bolonha um país com tanta qualidade como Portugal. Não há. A Mafalda Milhões, a Catarina Sobral, o Bernardo Carvalho, o André Letria, o Afonso Cruz, o João Vaz de Carvalho, a Marta Madureira, entre outros, são uma geração de ouro do livro infantil. E o facto de eles serem tão bons, a mim facilita-me a vida como consultor editorial. Mal apresento um livro de algum deles, vendo-o. Na hora. Portugal está na ‘pole position’ da ilustração e do livro infantil”, garante".

O resto da notícia, aqui.

Friday, April 1, 2016

Desaparecidos / Michael Grant

Sinopse:

Tudo começa dentro de uma sala de aula quando, num piscar de olhos, o professor desaparece. Alarmados, os alunos saem da aula em busca do professor. É então que começam a perceber que todos os adultos desapareceram.

Desaparecidos, do escritor norte-americano Michael Grant, é um livro inquietante sobre um mundo em que não há adultos e onde a tecnologia não funciona. A fazer lembrar Harry Potter, Stars Wars e o Senhor dos Anéis, Grant estreia-se de forma auspiciosa no nosso país. São mais de 400 páginas de pura emoção e muita expectativa que se lêem num ápice. Num mundo tão diferente daquele em que vivemos, sem muitas das comodidades que deixámos de valorizar pelo facto de não conseguirmos imaginar a vida antes delas, Desaparecidos é um livro perturbante, emocionante e, acima de tudo, muito original.

Opinião:

Este é daqueles livros que valem não exactamente pela forma como são escritos, mas por contarem uma boa história. Ao longo das 455 páginas, nunca deixei de estar em pulgas, e muitas vezes fiquei arrepiada com os acontecimentos mais macabros, sobretudo porque sinto que era completamente provável que as pessoas se comportassem daquela maneira perante tal situação. Parece-me que o autor tem um conhecimento profundo da natureza humana, residindo aí o sucesso do livro. Gostei da forma como, nesta situação de perigo e incerteza, vão surgindo os heróis, os vilões, os rufias e os cobardes. Adorei!

A parte boa é que a biblioteca onde trabalho tem o 2º e o 3º volume. A parte má é que os seguintes 3 volumes não estão publicados em português (lá terei de encomendar os exemplares em inglês na Fnac!).

5 estrelas! E sigo já para o segundo volume!


Thursday, March 31, 2016

O que vale é que o blogger está sempre de braços abertos!

Parece que o facebook anda a "remodelar" as páginas destinadas a empresas, negócios, etc.

Ontem tentei aceder ao facebook do blogue e confesso que apanhei uma decepção. Depois de tanto trabalho a pesquisar inúmeras páginas dedicadas à leitura, das quais gostei enquanto "Librarian Owl", vem o senhor Zucker fazer uma mudança que não permite ver o feed de notícias das mesmas por ordem cronológica.

Numa rápida troca de impressões com amigos que também têm páginas, todos se queixavam do mesmo, bem como de outros pormenores, como o facto de não ser possível visualizar os novos likes das páginas.

Não sei porquê, mas cheira-me que o reinado do facebook está para entrar em decadência. E tenho para mim que vou andar muito mais por aqui do que por lá, o que é algo irónico, visto que por volta de 2009 abandonei por completo a blogosfera para plantar couves e cenouras virtuais...

Bom, há males que vêm por bem.

É desta que me curo de vez!


Wednesday, March 23, 2016

Parece impossível, não é?

Adorei este artigo do site Bibliotecários sem fronteiras! Já passei por 2 bibliotecas universitárias, e também eu identifiquei uma quantidade obscena de alunos que conseguem formar-se sem meter os pés na biblioteca. Um verdadeiro clássico universal!

"Mas não é sobre as peculiaridades desse público colateral que eu quero escrever hoje, mas sobre meus usuários principais, os alunos da Universidade. Aquele pessoal que recebeu na infância proteína suficiente, frequentou escolas minimamente adequadas e conseguiu passar em vestibulares e processos seletivos altamente excludentes. É entre eles que eu identifico, com frequência suficiente para chamar minha atenção, as seguintes façanhas:

- Chegar ao final da graduação sem nunca ter entrado na biblioteca;

- Ingressar no doutorado sem saber encontrar um livro no acervo ou usar o catálogo;

- Não conseguir encontrar um documento de seu interesse buscando pelo Google. Sim, é isso mesmo que vocês leram, há jovens universitários que não conseguem fazer isso".

O texto completo, aqui.

Saturday, March 5, 2016

Desejos realizados / Nikki Loftin

Sinopse: 

"Peter Stone é um tímido rapaz de doze anos com uma família barulhenta que não compreende o seu isolamento. Recém-chegado à região montanhosa do Texas encontra um vale tranquilo onde conhece a extrovertida Annie Blythe. Peter descobre que Annie, a rapariga que pede desejos, tem uma doença grave e fica surpreendido com a sua força de viver. Ambos decidem fugir para o vale, pois acreditam que a magia que o envolve irá realizar os seus desejos. No entanto, depressa percebem que a verdadeira magia reside na amizade genuína".

Opinião: 

Para mim, esta foi sobretudo uma leitura contemplativa. Embora nunca tenha sofrido bullying (felizmente!), identifiquei-me muito com a personagem principal, Peter Stone, no sentido de ser uma alma dada ao silêncio. Nem sempre sou assim, como é óbvio. Isto até pode soar estranho a quem me conhece, mas a verdade é que, apesar de não ter grandes problemas de comunicação com os outros, não tenho muitas amizades profundas, pois nunca conheci a necessidade de partilhar problemas ou sentimentos. Guardo e resolvo o que tenho por resolver cá dentro, sem amarguras ou depressão, às vezes apenas com alguma tristeza, claro. A maioria das pessoas são muito dadas a opiniões e a ouvir pouco. A sério, cada vez conheço menos pessoas que saibam ouvir, está tudo sempre mais interessado em falar sem dar oportunidade ao outro. Além disso, gosto de ter o meu canto sem grandes invasões. Sofro horrores sempre que me aparece alguma pessoa cá em casa sem que tenha sido convidada (imaginem o pós-parto, com gente que nem conhecia a querer ver o bebé. Acho que fiquei com um trauma para a vida!).

Uma das melhores coisas do livro é a maneira como as personagens se relacionam com a natureza, que as protege ou afasta, consoante as intenções em questão, numa espécie de realismo mágico que, de facto, me envolveu. No entanto, a certa altura, achei que estava a tornar-se um bocado chato, numa leitura mais perto das 3 estrelas. Porém, na recta final, há uma espécie de explosão de sentimentos que me tocou até à lagrimita (sou uma mariquinhas incurável). É também um livro indicado para pais que gostariam que os filhos fossem diferentes. Além disso, aborda também a questão das crianças com cancro, histórias que nos ficam sempre um bocadinho no coração.

Seguem, por isso, as 4 estrelas. E a vontade de ler outros títulos da autora!

Tuesday, March 1, 2016

Estudantes universitários: diz que é uma espécie de praga...

Ninguém imagina a dor que sinto quando me devolvem um livro todo sublinhado. Como boa portuguesa que sou, sempre pronta a pensar o pior de nós, penso logo "Isto só em Portugal". Pois é, mas afinal parece que é mal geral. Ora vejam esta campanha de sensibilização realizada pela Biblioteca da Universidade de Navarra, que conta com uma exposição de livros devolvidos em mau estado:










O resto da notícia aqui.


O livro-objecto

Este mês arruinou-me as leituras. Por um lado, tive boleia para casa imensas vezes (o que significa menos tempo para ler nos transportes), por outro, estou envolvida num projecto relacionado com o "livro-objecto", do qual prometo dar notícias na próxima semana e que marca a minha entrada na equipa de actividades de promoção da leitura da biblioteca (yay!).

Até já!

Friday, February 12, 2016

Uma amnistia... fofinha!

"If you’ve ever failed to return a library book, you’re not alone - even George Washington was a library scofflaw. And if you live in Los Angeles, you can return your books without fear of a fine for the next two weeks, regardless of how long you’ve had them checked out. It’s all part of an increasing trend of library amnesty programs aimed at welcoming forgetful or unlucky patrons back into the fold.

The Los Angeles Public Library’s amnesty period, which lasts from February 1 through February 14, is as much an attempt to regain lost patrons as lost books. “Nothing can keep us apart, not even late fees,” announces the library on its website, in a Valentine's Day-tinged message about its amnesty program".


No site da biblioteca, pode ler-se:

"With love in the air the two weeks leading up to Valentine’s Day, the Los Angeles Public Library (LAPL) will be playing cupid, reuniting you, your overdue books and our library shelves. These former sweethearts have missed each other, and the library has missed you! Reconnecting has never been so easy".

:)

O resto da notícia, aqui:



Wednesday, February 10, 2016

It's alive! :-)

"Prestes a completar uma década, o Plano Nacional de Leitura (PNL) já ajudou a incentivar a competência e o gosto pela leitura em milhões de crianças e jovens. Mas o seu futuro era incerto: no próximo verão termina o segundo ciclo de cinco anos desta iniciativa e não havia garantia de continuidade. Agora surgiu a promessa não só de o manter como de o levar em força a um novo público-alvo: os adultos".

O resto da notícia, aqui:

http://www.dn.pt/portugal/interior/plano-nacional-de-leitura-vira-se-para-os-adultos-5020195.html


Monday, February 8, 2016

Lixo nas estantes dos outros é limpeza na minha casa!

Sempre que ouço alguém dizer qualquer coisa como "Tenho uns livros que já não quero, a biblioteca aceita?", já sei que a probabilidade de vir lixo a caminho é de 95%. Quando perguntamos se a informação contida nos mesmos é actualizada e se estão em bom estado, toda a gente garante que sim, para depois trazerem exemplares tão amarelos que parecem ter sido desenterrados numa qualquer escavação arqueológica.

Quando tirei o curso técnico-profissional de bibliotecas, uma professora que trabalhava na Biblioteca Nacional dizia que as doações eram sempre uma dor de cabeça, uma vez que as pessoas não compreendem que há livros que são, de facto, lixo. Porque têm informação desactualizada, porque existem milhares de exemplares iguais a circular por aí ou porque têm um aspecto tão nojento que não há quem lhes pegue! Espero que não fiquem chocados, mas a verdade é que nem sempre o livro é sagrado. O problema é que há quem não aceite um "não" como resposta, pelo que a mesma professora dizia que havia quem deixasse caixotes de livros durante a noite à porta da BN, a fazer lembrar os pobres que, noutros tempos, deixavam os filhos indesejados na roda!

Regra geral, os utilizadores ficam super chateados quando ouvem dizer que não queremos o que nos estão a dar. Não compreendem que:

1) Uma biblioteca pública não é uma biblioteca de conservação, pelo que deve ter um acervo actualizado;

2) Todas as bibliotecas têm, a partir de certa altura, que lidar com o problema da falta de espaço. Por muito que custe, as colecções não podem apenas aumentar. Muitas vezes, é preciso abater o que está desactualizado, em mau estado ou que simplesmente não é emprestado há anos. Porque uma biblioteca acaba por ser um pouco como um ser vivo, não podendo fugir à morte.

Onde trabalho, porque a situação das doações estava tornar-se insustentável e o queixume dos doadores aborrecidos com os "nãos" insuportável, começámos por recusar apenas aquilo que é pura porcaria. De resto, aceitamos quase tudo mediante uma condição: a avaliação. Desta forma, os livros poderão conhecer três destinos:

1) Ficam a pertencer à colecção da biblioteca (caso interessem);

2) São deixados numa mesa à entrada para que possam ser levados por quem os quiser;

3) Reciclagem (só mesmo o que está a cair de podre).

Vem este texto a propósito de uma doação recebida esta semana, uma preciosa oferta de... revistas de moda e decoração da década de oitenta e manuais escolares de 1979, seguidos de munícipe extremamente chateado depois de ouvir um "não traga mais nada".


Suponho que, com um Inverno tão meiguinho, já estejam em curso as habituais limpezas de primavera. Pergunto-me que outras pérolas virão por aí!


Thursday, February 4, 2016

A cada dia / David Levithan

Sinopse:

A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga.

A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:

Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.

Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.

Opinião:

O livro é original e, apesar das muitas vidas que ficamos a conhecer a cada corpo, o fio condutor que é a própria personagem principal nunca deixa o leitor perder o interesse, tarefa de louvar numa obra que acaba por ser uma espécie de miscelânea de contos sobre histórias de vida.

O ritmo da escrita é algo apressado, com muitas frases curtas, o que faz sentido por estar sobretudo alicerçado nos pensamentos do protagonista. No fundo, é uma história sobre a essência do amor, independentemente do corpo e, nesse sentido, acaba por ser também uma reflexão sobre a homossexualidade.

Gostei, mas não leva as 4 estrelas por conta do final, que me pareceu um tanto chocho.