Thursday, March 31, 2016

O que vale é que o blogger está sempre de braços abertos!

Parece que o facebook anda a "remodelar" as páginas destinadas a empresas, negócios, etc.

Ontem tentei aceder ao facebook do blogue e confesso que apanhei uma decepção. Depois de tanto trabalho a pesquisar inúmeras páginas dedicadas à leitura, das quais gostei enquanto "Librarian Owl", vem o senhor Zucker fazer uma mudança que não permite ver o feed de notícias das mesmas por ordem cronológica.

Numa rápida troca de impressões com amigos que também têm páginas, todos se queixavam do mesmo, bem como de outros pormenores, como o facto de não ser possível visualizar os novos likes das páginas.

Não sei porquê, mas cheira-me que o reinado do facebook está para entrar em decadência. E tenho para mim que vou andar muito mais por aqui do que por lá, o que é algo irónico, visto que por volta de 2009 abandonei por completo a blogosfera para plantar couves e cenouras virtuais...

Bom, há males que vêm por bem.

É desta que me curo de vez!


Wednesday, March 23, 2016

Parece impossível, não é?

Adorei este artigo do site Bibliotecários sem fronteiras! Já passei por 2 bibliotecas universitárias, e também eu identifiquei uma quantidade obscena de alunos que conseguem formar-se sem meter os pés na biblioteca. Um verdadeiro clássico universal!

"Mas não é sobre as peculiaridades desse público colateral que eu quero escrever hoje, mas sobre meus usuários principais, os alunos da Universidade. Aquele pessoal que recebeu na infância proteína suficiente, frequentou escolas minimamente adequadas e conseguiu passar em vestibulares e processos seletivos altamente excludentes. É entre eles que eu identifico, com frequência suficiente para chamar minha atenção, as seguintes façanhas:

- Chegar ao final da graduação sem nunca ter entrado na biblioteca;

- Ingressar no doutorado sem saber encontrar um livro no acervo ou usar o catálogo;

- Não conseguir encontrar um documento de seu interesse buscando pelo Google. Sim, é isso mesmo que vocês leram, há jovens universitários que não conseguem fazer isso".

O texto completo, aqui.

Wednesday, March 9, 2016

Já que trabalho numa biblioteca...

... porque não fazer a descrição bibliográfica, à moda antiga, de cada livro que leio?

Quem é que ainda é do tempo destas fichas? Quando cheguei às bibliotecas, já estavam praticamente extintas, mas ainda me passaram pelas mãos as do arquivo da Biblioteca da Marinha, por conta de um trabalho que tive de realizar para a escola.

Dizem as minhas colegas mais "cotas" que era um inferno sempre que alguma gaveta caía ao chão. Imagino, concluída a tarefa, eram capazes de ficar a "cantar" o alfabeto até à hora de dormir!  :D



Portanto, em jeito de estreia, cá vai a ficha do último livro que li:



Saturday, March 5, 2016

Desejos realizados / Nikki Loftin

Sinopse: 

"Peter Stone é um tímido rapaz de doze anos com uma família barulhenta que não compreende o seu isolamento. Recém-chegado à região montanhosa do Texas encontra um vale tranquilo onde conhece a extrovertida Annie Blythe. Peter descobre que Annie, a rapariga que pede desejos, tem uma doença grave e fica surpreendido com a sua força de viver. Ambos decidem fugir para o vale, pois acreditam que a magia que o envolve irá realizar os seus desejos. No entanto, depressa percebem que a verdadeira magia reside na amizade genuína".

Opinião: 

Para mim, esta foi sobretudo uma leitura contemplativa. Embora nunca tenha sofrido bullying (felizmente!), identifiquei-me muito com a personagem principal, Peter Stone, no sentido de ser uma alma dada ao silêncio. Nem sempre sou assim, como é óbvio. Isto até pode soar estranho a quem me conhece, mas a verdade é que, apesar de não ter grandes problemas de comunicação com os outros, não tenho muitas amizades profundas, pois nunca conheci a necessidade de partilhar problemas ou sentimentos. Guardo e resolvo o que tenho por resolver cá dentro, sem amarguras ou depressão, às vezes apenas com alguma tristeza, claro. A maioria das pessoas são muito dadas a opiniões e a ouvir pouco. A sério, cada vez conheço menos pessoas que saibam ouvir, está tudo sempre mais interessado em falar sem dar oportunidade ao outro. Além disso, gosto de ter o meu canto sem grandes invasões. Sofro horrores sempre que me aparece alguma pessoa cá em casa sem que tenha sido convidada (imaginem o pós-parto, com gente que nem conhecia a querer ver o bebé. Acho que fiquei com um trauma para a vida!).

Uma das melhores coisas do livro é a maneira como as personagens se relacionam com a natureza, que as protege ou afasta, consoante as intenções em questão, numa espécie de realismo mágico que, de facto, me envolveu. No entanto, a certa altura, achei que estava a tornar-se um bocado chato, numa leitura mais perto das 3 estrelas. Porém, na recta final, há uma espécie de explosão de sentimentos que me tocou até à lagrimita (sou uma mariquinhas incurável). É também um livro indicado para pais que gostariam que os filhos fossem diferentes. Além disso, aborda também a questão das crianças com cancro, histórias que nos ficam sempre um bocadinho no coração.

Seguem, por isso, as 4 estrelas. E a vontade de ler outros títulos da autora!

Tuesday, March 1, 2016

Estudantes universitários: diz que é uma espécie de praga...

Ninguém imagina a dor que sinto quando me devolvem um livro todo sublinhado. Como boa portuguesa que sou, sempre pronta a pensar o pior de nós, penso logo "Isto só em Portugal". Pois é, mas afinal parece que é mal geral. Ora vejam esta campanha de sensibilização realizada pela Biblioteca da Universidade de Navarra, que conta com uma exposição de livros devolvidos em mau estado:










O resto da notícia aqui.


O livro-objecto

Este mês arruinou-me as leituras. Por um lado, tive boleia para casa imensas vezes (o que significa menos tempo para ler nos transportes), por outro, estou envolvida num projecto relacionado com o "livro-objecto", do qual prometo dar notícias na próxima semana e que marca a minha entrada na equipa de actividades de promoção da leitura da biblioteca (yay!).

Até já!