Saturday, October 31, 2015

VIII Conferência Internacional do Plano Nacional de Leitura

"A VIII Conferência Internacional do PNL realiza-se nos dias 5 e 6 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e centra-se na temática «O valor da leitura – Leitura dos valores». Esta conferência conta, mais uma vez, com a participação de vários especialistas nacionais e estrangeiros, sendo um evento aberto ao público em geral (ENTRADA LIVRE)".

Estarei por lá! Quem estiver interessado, pode consultar o programa aqui.

Wednesday, October 28, 2015


Quando as adaptações para o cinema dão barraca

Com a noite das bruxas à porta, deu-me finalmente vontade de  ler o "Luz", de Stephen King. Nunca vi a adaptação para cinema e contava ver o filme assim que acabasse o livro.

Porém,  hoje dei com o artigo "10 autores que não aprovaram a versão para o cinema de seus livros", e tendo em conta a opinião do senhor King, cheira-me que não vou gostar lá muito:

“Eu já admirava o [Stanley] Kubrick há um tempo e tinha grandes expectativas em relação ao projeto, mas o resultado final me desapontou profundamente. Kubrick não conseguiu alcançar o tom de maldade do hotel. Então, ele optou por procurar a maldade nos personagens e transformou o filme numa tragédia doméstica com tons apenas vagamente sobrenaturais”. “Essa foi a falha básica: como ele não acreditava, ele não conseguiu tornar o filme crível para a audiência”. “Shelley Duvall como Wendy é uma das opções mais misóginas da história do cinema. Ela está ali basicamente para gritar e ser estúpida, e essa não é a mulher sobre a qual eu escrevi”. Palavras de Stephen King que, em diversas ocasiões, já difamou a versão cinematográfica de O Iluminado. Ele também não aprovou a atuação de Jack Nicholson. O autor queria que o protagonista não parecesse um maluco até chegar ao hotel mas, para ele, Nicholson incorpora o doido desde o início do filme".

Para ler o artigo na totalidade, é clicar aqui! Se vos chatearem com registos e afins, é não ligar e insistir no refresh ;)

Friday, October 23, 2015

O Troll da semana #1

Já se sabe: quem faz atendimento ao público apanha com alguma frequência aquilo a que chamo de "utilizadores pérola", isto é, verdadeiros cromos de variadas categorias, sempre prontos a ofender, melgar ou chatear deliberadamente.

Portanto, cá vai rubrica nova!

E o prémio "Troll da semana" vai para...

...tchã, tchã, tchã, tchããããããã...

... o utilizador que, muito empertigado, disse que a biblioteca não precisava de funcionários para nada, porque qualquer pessoa pode sentar-se ao computador, pesquisar no catálogo e encontrar o que quer.

É, portanto, um utilizador do tipo "Crente em Deus", pois acha que os dados dos livros são introduzidos no catálogo por obra e graça do Senhor.

Amen!


Thursday, October 22, 2015

O oceano no fim do caminho / Neil Gaiman

Sinopse"Este livro é tanto um conto fantástico como um livro sobre a memória e o modo como ela nos afeta ao longo do tempo. A história é narrada por um adulto que, por ocasião de um funeral, regressa ao local onde vivera na infância, numa zona rural de Inglaterra, e revive o tempo em que era um rapazinho de sete anos. As imagens que guardara dentro de si transfiguram-se na recordação de algo que teria acontecido naquele cenário, misturando imagens felizes com os seus medos mais profundos, quando um mineiro sul-africano rouba o Mini do pai do narrador e se suicida no banco de trás.

O Oceano No Fim do Caminho é uma belíssima e inquietante fábula que revela a singular capacidade de Neil Gaiman para recriar uma mitologia moderna."

Opinião: ora aqui está um livro que não esquecerei tão cedo. Porque conta uma história que é diferente e estranha, mesmo tendo em conta que estamos a falar de um livro de fantasia.

Nos agradecimentos, o autor confessa que a ideia inicial era escrever um conto, mas que no decorrer do processo, acabou por transformar-se num romance. Confesso que me parece mais um conto, sobretudo pelo que podemos descobrir numa segunda leitura das personagens.

Vejo a vilã da história como a encarnação do próprio mal, que tantas vezes consegue abrir caminho nos nossos corações e causar grandes estragos, aproveitando portas que nós próprios criamos com os nossos desejos, ansiedades e medos. No extremo oposto, encontramos as mulheres da família Hemstock (e não me parece que sejam todas mulheres por acaso), protectoras, acolhedoras, curandeiras, mágicas.

Gostei e voltarei certamente a este autor.



Sunday, October 18, 2015

Jeremiah Morelli

Finalmente, encontrei o autor do desenho que está pendurado na lateral do blogue há séculos!

Chama-se Jeremiah Morelli e tem um site com uma galeria de chorar por mais, que podem visitar aqui. Estes são os meus favoritos (porque além de livros, deliro com o Halloween!):







Thursday, October 15, 2015

De volta aos livros!

Estive duas semanas praticamente sem recorrer à leitura, muito por falta de tempo e pelo cansaço que me levou a dormitar nos transportes, que no último ano se transformaram na única hipótese que tenho para ler.
 
Por isso, perdi o ritmo no decorrer do "A rapariga que roubava livros". Também porque, apesar de reconhecer que é uma excelente leitura, não é o tipo de livro que me apeteça ler neste momento da minha vida. Vai, por isso, ficar para outra altura.
 
Entretanto, comecei a ler o "Oceano no fim do caminho", do Neil Gaiman. E não me parece que demore muito a terminar.

Friday, October 9, 2015

Prémio Nobel da Literatura 2015

"O Prémio Nobel da Literatura foi esta quinta-feira atribuído em Estocolmo à jornalista de investigação bielorrussa Svetlana Alexievich, autora de livros sobre as mulheres na II Guerra, os soldados soviéticos mortos no Afeganistão, as consequências do acidente nuclear de Chernobyl e a criação e sobrevivência do Homo sovieticus".

Infelizmente, não há nada desta autora na minha biblioteca, o que não é de estranhar, uma vez que tem apenas um livro traduzido em português, "O Fim do Homem Soviético - Um Tempo de Desencanto", publicado pela Porto Editora.

Fiquei curiosa com o título "Vozes de Chernobyl", que será publicado em 2016 pela Elsinore (chancela da editora 20/20) , "assinalando os 30 anos do desastre nuclear que ocorreu em Abril de 1986".

Mais informações:




Friday, October 2, 2015

Se eu fosse chão / Nuno Camarneiro

"Num grande hotel, as paredes têm ouvidos e os espelhos já viram muitos rostos ao longo dos anos: homens e mulheres de passagem, buscando ou fugindo de alguma coisa, que procuram um sentido para os dias. Num quarto pode começar uma história de amor ou terminar um casamento, pode inventar-se uma utopia ou lembrar-se a perna perdida numa guerra, pode investigar-se um caso de adultério ou cometer-se um crime de sangue. Em três épocas diferentes, entre guerras que passaram e outras que hão-de vir, as personagens de Se Eu Fosse Chão – diplomatas, políticos, viúvos, recém-casados, crianças, actores, prostitutas, assassinos e até alguns fantasmas – contam histórias a quem as queira escutar."

Nunca tinha lido nada do autor e parece-me que este não é o livro certo para uma primeira apresentação.

Gostei da maneira de escrever do Nuno, mas as pequenas histórias, na sua grande maioria, não me deixaram satisfeita, não por serem curtas, mas por deixarem demasiado a adivinhar, como se fossem páginas arrancadas de um livro ou contos inacabados (houve apenas umas poucas que achei bem conseguidas). E porque as histórias nunca se cruzam (algo que estava à espera que acontecesse, uma vez que se passam no mesmo hotel), ficou-me um sentimento de vazio, como se o livro, na sua totalidade, não fizesse sentido.

Porém, fica o desejo de ler os romances do autor, porque como disse no princípio, gostei imenso da sua maneira de escrever.